Uma jovem de apenas 30 anos, com três filhos lindos, merecia continuar vivendo para vê-los crescer.
A exemplo de milhares de pessoas, fiquei arrasado com a morte da jovem Daiane Pacheco. Não a conhecia pessoalmente, mas vinha acompanhando e torcendo por ela em sua obstinada luta contra o câncer.
Até bem pouco tempo, quando ainda tinha condições, ela fazia postagens frequentes no Facebook relatando o tratamento que vinha fazendo contra a doença, as inúmeras internações, e falava da situação da família.
Até que ontem pela manhã, a triste notícia rapidamente se espalhou: ela havia perdido a luta contra o terrível mal. Fiquei paralisado ao receber a informação, e uma surda revolta tomou conta de mim.
Por que isso, meu Deus? Uma jovem de apenas 30 anos, com três filhos lindos, todos pequenos, a menorzinha ainda bebê de pouco mais de um ano. Nessas horas muitos duvidam de Deus e não entendem os seus desígnios.
Por mais que se diga que o tempo de Deus é diferente do nosso, que ele sabe o que faz, nós ficamos à procura de respostas. As orações de milhares de pessoas, até de quem nem a conhecia, não foram suficientes para mudar o seu destino.
O simples fato de ela ser mãe de três criancinhas, que tanto precisam dela, nos parece suficientemente forte para que o poder divino dela se apiedasse. Quais são os critérios para uma pessoa continuar vivendo ou morrer assim? Há tanta gente à nossa volta que em nada contribuem para a humanidade, algumas deliberadamente más, vivem a prejudicar os outros, espalham sofrimento até mesmo às pessoas que as amam. E elas continuam aí! E uma jovem mãe, que se agarrou à vida com todas as forças, é cruelmente tirada de seus filhos.
Daiana descobriu o linfoma logo após o parto de sua bebê, há pouco mais de um ano. Desde então a vida dela tornou-se um martírio, definhava a olhos vistos. Ao saber da morte de Daiane, muitos devem ter se perguntado porque isso teria que acontecer justamente com ela, que tinha tantos motivos para continuar vivendo. No meu estreito raciocínio, Daiane merecia viver e poder ver crescer os seus filhinhos. Mas quem decide é Deus e ele não quis assim!





