Tabagismo representa 30% de casos de câncer de pulmão no Brasil
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Publicado em: 18/01/2011 - 09:00 | Atualizado em: 14/02/2013 - 05:15
Conforme a oncologista Fernanda Nascimento, da equipe médica da CliniOnco, este não é o único malefício desta droga. Ela também pode causar aneurisma arterial, trombose vascular, úlcera do aparelho digestivo, impotência sexual e risco de abortamento nas mulheres grávidas. Além disso, existe uma maior chance de ter filhos com baixo peso e com defeitos congênitos, informa.
Os principais sintomas associados ao câncer de pulmão são: tosse, falta de ar, perda de peso, dor torácica e sangramento pela via respiratória. Porém, a sintomatologia nos estágios iniciais da doença não é comum, o que faz com que este tipo de câncer seja diagnosticado em estágios avançados, salienta a oncologista.
Para prevenir, a mais importante e eficaz ação a ser realizada é o combate ao tabagismo. O cigarro é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento de câncer de pulmão. Cerca de 90% dos casos diagnosticados desta neoplasia está associado ao consumo de derivados de tabaco. Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver este tipo de doença. O risco de câncer de pulmão aumenta de acordo com o número de cigarros fumados por dia e com a quantidade de anos gastos com este hábito.
Quanto ao tratamento, a especialista informa que, do ponto de vista terapêutico, as principais alternativas são: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Em alguns casos, será indicado a associação destes tratamentos, destaca.
Fernanda faz uma importante ressalva sobre o tema, pois mesmo quem não fuma pode estar sofrendo os efeitos do tabagismo. A inalação de fumaça de derivados do tabaco por indivíduos não-fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados. Isso se chama tabagismo passivo e também causa alguns malefícios à saúde, alerta.
A pneumalogista da CliniOnco, Beatriz Moraes, aponta alguns dos benefícios com a cessação do tabagismo. Melhora o paladar, o olfato, a capacidade física geral e aumenta a autoestima; em minutos, a pressão arterial e a frequência cardíaca normalizam; em horas, o nível de monóxido de carbono retorna ao normal; em dias, reduz o risco de isquemia cardíaca e aumenta a capacidade respiratória; em semanas, melhora a circulação e, em meses, reduz as infecções respiratórias, esclarece. Já no caso de pacientes com câncer, existe a melhora da sobrevida e da qualidade de vida, além da redução dos efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia.


