Beltrão: Agentes da dengue fazem vistoria em bairros

None

Publicado em: 19/01/2011 - 09:00 | Atualizado em: 24/02/2013 - 02:29

Glória de Costa, moradora no bairro Vila Nova, com as sobrinhas e as agentes de combate a endemias Vicensa Meneses e Adriana De Liz.

Os agentes de combate a endemias de Francisco Beltrão, também conhecidos como agentes da dengue, após uma semana inteira de treinamentos teóricos e de campo, retornaram às atividades na segunda-feira, 17, para elaboração do levantamento de índice da existência de larvas em 10% dos imóveis no bairro Vila Nova.
Quando concluída a amostragem, os agentes seguirão para os bairros Miniguaçu, Jardim Seminário e Presidente Kennedy. Um dos problemas que os agentes e a Secretaria de Saúde enfrentam é a falta de consciência das pessoas em relação ao problema. Cláudia Witt, biomédica e responsável pelo programa de combate a endemias, diz que a consciência melhorou, mas é preciso que mais pessoas despertem para o problema. "Ainda tem que melhorar muito", salienta.
Cláudia Witt faz rondas periódicas para auxiliar o trabalho dos agentes. "Pedimos para que os beltronenses recebam os agentes e ajudem a secretaria municipal de Saúde acabar com os focos de dengue em nosso município", enfatiza Claudia. A chegada do verão, que costuma ter chuvas e altas temperaturas, favorece a proliferação das larvas e do mosquito Aedes Aegypti.
Glória de Costa, moradora do bairro Vila Nova, junto com suas sobrinhas recebeu as agentes Adriana De Liz e Vicensa Meneses. Para a agente Vicensa, as crianças ajudam os familiares a cuidar do quintal de casa, evitando a formação de criadouro do mosquito da dengue.
A coordenadora do programa salienta que os proprietários de residências com piscinas devem tomar cuidado. O tratamento deve ser semanal com os produtos adequados, a bomba deve ser ligada de dois em dois dias, para evitar a reprodução das larvas do Aedes e a lona deve ficar por cima da piscina.
Cláudia salienta que não se pode deixar a lona muito rente da piscina, porque ela pode empoçar água e favorecer a proliferação do mosquito.
Outro conselho dado pela coordenadora é com as calhas dos telhados. A cada seis meses os proprietários devem fazer a limpeza. Este é um local mais difícil de os agentes terem acesso, por isso é que os donos de imóveis — residenciais ou não — devem fazer a manutenção.

Casos
No ano passado foram registrados 91 casos confirmados, contraídos no município, e cinco casos de pessoas que se contaminaram em outras cidades e desenvolveram o problema em Beltrão. Dos 16 últimos casos de 2010 que foram encaminhados para o Laboratório Central do Estado (Lacen), 11 já voltaram e o laudo foi negativo.

Dengue clássica
Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.
Os sintomas da dengue clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.

Compartilhar esta notícia

Publicidade