Presos se rebelam na cadeia de Beltrão; juíza conversa com detentos

 

Polícia Militar faz o trabalho de contenção para evitar fugas.
foto PPNews.

 

O setor de carceragem da Delegacia de Polícia de Francisco Beltrão tem capacidade para 48 presos, mas atualmente conta com 103 detentos. Na tarde deste sábado, 20, os presos se rebelaram e estão no comando do setor de carceragem. Eles exigiram a presença da juíza da Vara de Execuções Penais, Daniela Kruger, e de um promotor de Justiça – Roberto Tonon – para iniciar as negociações.
Apesar do início das negóciações e a promessa de que dez detentos serão transferidos imediatamente à Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, os rebelados continuam no comando do setor de carceragem e só devem autorizar a entrada da Polícia Civil e Polícia Militar na manhã de domingo, 21.
O chefe da Regional de Francisco Beltrão, do Departamento Peninteciário do Paraná, Josué Andreata, concedeu entrevista à imprensa para falar da situação no setor de carceragem.

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Leia a íntegra da entrevista

O que o senhor pode falar desta rebelião
Andreata – Ocorreu por volta das 6h30 da tarde. Os presos tomaram a frente da cadeia e os seguros. Não tem reféns.As exigências são muito complicadas. Algumas já fforam atendidas. Foi chamada a juíza da VEP, que era a primeira exigência,também foi chamada a Promotoria. Foram tomadas algumas medidas, a juiza entrou em negociação com eles, logo de imediato e atendeu praticamente quase todas as exigências deles.Não passaram pra nós se tem algum preso ferido. Não tem como verificar, até mesmo porque foram colocados colchões, colocadas  bandeiras. Não aparece ninguém na frente. Só aparece eles praticamente dando a voz ali. Foi tentada uma prévia negociação, eles não quiseram entregar a cadeia hoje à noite até mesmo porque eles sabem que tem o procedimento de revista, tem toda a parte de contenção pra ver os estragos dentro da cadeia, até mesmo porque ela está superlotada. Mas a negociação andou, eles que não quiseram fechar hoje, eles falaram que vão entregar a delegacia, o setor de carceragem, amanhã (domingo). As exigências deles praticamente foram todas resolvidas, as de direito, que poderiam ser ser atendidas.

O que por exemplo
Andreata – Primeiramente, a questão da superlotação, algumas as transferência, a juíza já em regime de urgência já autorizou dez vagas no presídio assim que for feita a entrega da delegacia a gente já vai estar providenciando isso aí, eles querem falar com a imprensa, com os familiares. Eu me comprometi entrar em contato a partir do momento que a cadeia ficar sossegada os familiares vir conversar com eles, porque a gente sempre dá esse acesso aos familiares. Assim eles estão exigindo coisas banais, coisas que não tem condições, que não tem cabimento, exigiram varias coisas em relação aos funcionários, ao tratamento. Mas a gente faz todo o tratamento necessário que pode dar.

Quais seriam as coisas absurdas que eles pediram
Andreata – Eles tão pedindo questão de afastamento, não querem mais que faça mais os procedimentos de entrada,são procedimentos de revista. Até mesmo foi criada a triagem, o preso passa pela triagem pra depois ser alojado em determinados cubiculos.

Tem informações que eles pediram celulares. Foram retirados celulares ontem.
Ontem foi feita uma revista, até mesmo a gente adentrou ver as celas e retirou um dos celulares que estavam de posse deles. Eles exigiram celular pra dentro hoje, e isso não foi atendido, não tem cabimento, a gente trabalha diariamentge, cansativamente, dando geral, tentando conter coisas ilícitas. Eles pediram pra entrar em contato com a imprensa e os familaires, mas isso vai ser feito atráves de nós mesmos.

Foram as duas alas tomadas pelos presos
Andreata – É A parte da ala B e ala A eles que é a parte de galeria deles, eles ficam o dia todo no corredor. Então eles só tomaram a frente onde ficam os presos que trabalham, ondef icam os presos de pensão alimentícia, ali eles tomaram a frente da cadeia.

Tem informação sobre feridos. Tem informação que teria dois presos  feridos
Andreata – A gente fez essa indagação a eles, mas pela visualização, mas não dá pra visualizar foi pedido que se tivesse ferido, que colocassem na sala de triagem pra gente dar o devido atendimento, mas não tem como saber. Eles falaram que não. Mas a gente não pôde visualizar e não tem como visualizar e não tem como saber até ser entregue a carceragem. 

Eles marcaram horário pra devolver 
Andreata – Falaram de manhã, não falaram horário. 

E o trabalho a Polícia Miltar, o que ela está fazendo 
Andreata – A Polícia Miltar está fazendo o trabalho de contenção do perímetro (entorno da delegacia), pra que não haja fuga à noite e aguardando prosseguir a negociação.

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