Sindirepa e Senai fazem Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos na Mecânica Budega, em Santo Antônio do Sudoeste
Publicado em: 22/07/2011 - 10:56 | Atualizado em: 21/05/2012 - 09:03
Publicado em: 22/07/2011 - 10:56 | Atualizado em: 21/05/2012 - 09:03
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| Adir Silvério Cembranel, do Senai de Beltrão, passando instruções aos funcionários da Mecânica Budega; foram dois meses de aprendizado até receber o certificado. |
Com a Lei nº 12.305, foi instituída no Brasil a Política Nacional dos Resíduos Sólidos. Em 2009, essa lei passou por alterações que tornaram algumas exigências mais rigorosas em relação à separação do lixo em diversos setores da sociedade.
Preocupado com essas exigências, o Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios) de Francisco Beltrão fez uma parceria com o Senai para passar instruções a algumas empresas sobre formas de separar o lixo sem contaminar o meio ambiente.
Na semana passada, em Santo Antônio do Sudoeste, foi terminado o PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos) na Mecânica Budega, a única empresa fora de Francisco Beltrão que recebeu essas informações repassadas pelos Senai. Foram dois meses de discussão até que a mecânica recebesse o certificado.
Segundo Adir Silvério Cembranel, instrutor do Senai, esse é um assunto cada vez mais debatido dentro de empresas de reparação de veículos. “Toda empresa tem responsabilidade sobre a gestão desses resíduos no dia a dia. A gente conversa com os funcionários da empresa sobre a conscientização da preservação do meio ambiente”, comenta.
Adir diz ainda que resíduos tóxicos de uma mecânica, como graxa, óleo lubrificante, lonas de freio e outros produtos que contenham substância química, precisam de um tratamento diferente. “Um pedaço de papel não é tóxico, mas se for contaminado com graxa, por exemplo, tem que ser jogado em um lixo separado também”, analisa.
O ideal é que a empresa classifique o material, contrate uma empresa específica na área, que vai levar os resíduos para um aterro industrial. O mais perto fica em Chapecó (SC). Existe uma outra forma, que é a incineração do lixo, mas no Paraná essa prática é proibida. “Acaba se tornando muito caro incinerar, pois não é simplesmente queimar, precisa de uma técnica diferente, para não deixar os gases vazarem para a atmosfera”, afirma Adir.
Como era feito antes?
Até pouco tempo atrás, algumas empresas de reparação de veículos misturava todo o lixo, o que é altamente prejudicial ao meio ambiente. Em alguns casos, esses resíduos eram jogados em aterros clandestinos, ou seja, eram jogados em qualquer lote baldio. O simples fato de lavar um frasco de óleo pode comprometer toda a rede de esgoto. “Todas as empresas precisam se adequar, é uma questão de tempo. A lei prevê multas para quem não seguir à risca o que está sendo exigido”, diz Adir.
Os interessados em receber instruções do Senai precisam ser filiados ao Sindirepa. Rafael Liston, presidente do Sindirepa, destaca a obrigatoriedade das adequações ao PGRS, que minimiza os riscos para saúde pública, além de aumentar a vida útil dos aterros sanitários. "O plano prevê a reutilização dentro da própria empresa. Um exemplo é a água, que pode ser reutilizada na lavagem de peças ou das oficinas", relata.