Projeto do IFPR em Quedas do Iguaçu é doado por arquiteta
Publicado em: 14/02/2012 - 11:57 | Atualizado em: 21/05/2012 - 16:50
Publicado em: 14/02/2012 - 11:57 | Atualizado em: 21/05/2012 - 16:50
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A arquiteta e urbanista Isabella Dominique Kupfer Dalfovo doou o projeto arquitetônico e o de paisagismo para as futuras instalações do Instituto Federal do Paraná (IFPR) de Quedas do Iguaçu. Segundo ela, o objetivo é valorizar a educação usando as ferramentas da arquitetura. “Ao falarmos em educação, falamos em futuro; se educação é futuro, o espaço físico destinado às instituições de ensino também deve ser projetado visando o amanhã”, resume.
De acordo com a proposta da arquiteta, o IFPR será uma edificação versátil, flexível, completamente adaptável ao tempo e espaço. “Trata-se de uma obra de fácil expansão, podendo sua modulação ser repetida e adaptada sanando quaisquer necessidades que estejam por vir”, declara.
Arquitetura moderna
A edificação do instituto em Quedas do Iguaçu vai contemplar conceitos da arquitetura moderna. Segundo Isabella, a planta é aberta, o pavimento superior do edifício está sob pilotis, as janelas são em fita e a estrutura é misto metálico e concreto: “Todas as edificações são modulares”.
A profissional citou a arquitetura segundo Foucault, que disse que “a arquitetura é um delimitador de espaços, o homem pode interpretar um edifício de duas formas, como causador de sensações de liberdade ou como causador de sensações de confinamento”. De acordo com isso, ela ressalta que este projeto visa causar sensações de liberdade. “Criei espaços contemplativos próprios à reflexão, que visam à formação profissional, à capacitação, levando em consideração a liberdade e o bem-estar de alunos e professores.”
As cores do instituto rendem uma homenagem à bandeira nacional. Nas fachadas, a arquiteta apostou em elementos inspirados pelo losango. “Esses elementos estilizados em amarelo são a porta de entrada para o instituto”, explica. Conforme Isabella, o projeto visa mostrar o desenvolvimento de Quedas do Iguaçu. “Nas linhas retas do projeto materializei o crescimento da cidade.”
Sustentabilidade e beleza
A arquitetura buscou estruturas metálicas, que dão sustentabilidade e agilidade à obra. As estruturas são pré-moldadas, sendo montadas in loco. Segundo Isabella, o projeto inicial prevê um bloco principal com 15 salas de aula. No pavimento térreo será privilegiado o convívio entre os estudantes. O projeto vai contar ainda com iluminação natural e conforto sensorial. A edificação será certamente um marco na história da arquitetura de Quedas do Iguaçu, porque alia beleza, praticidade e privilegia a educação.
Isabella Dominique Kupfer Dalfovo foi criada em Quedas do Iguaçu. Hoje mora e trabalha em Cascavel, mas ainda se dedica à profissão em Quedas, além do trabalho com arquitetura de médio e alto padrão, em parceria com a Cooperativa Crehnor — Isabella supervisiona e é responsável pela construção de 670 casas do Assentamento Celso Furtado, sendo este o maior empreendimento de construção rural do país).