As praças fazem parte do patrimônio histórico cultural urbanístico e sempre tiveram um papel importante na sociedade. Na antiguidade greco-romana, a praça era o espaço urbano mais importante, ela era o centro irradiador da cidade, não era tratada simplesmente como um contexto urbano ou reconhecida por um monumento simbólico.
Mas com o processo de colonização das cidades foram ocorrendo mudanças sociais e culturais, e a violência urbana se propagou, fazendo com que as pessoas perdessem os espaços públicos de lazer e convivência, para se confinarem em shoppings, cafés, restaurantes, bares etc.
No modernismo, as praças ganharam um grande espaço físico, mas se transformaram em lugares vazios e caíram no desuso social, o que a faz deserta e apenas ocupada em situações atípicas.
Muitas cidades estão redesenhando ou criando este espaço urbano com a preocupação de recuperar o sentido urbanístico, juntando lazer e convivência social.
Hoje, este setor público se tornou uma necessidade, um meio de realização dos seres humanos que se ocupam primordialmente, em seu cotidiano, com o trabalho e as obrigações do dia a dia.
Desta forma, é necessário criar alternativas e possibilidades que possam despertar nas pessoas apreciação e desejo de exercer algo diferente do que simplesmente o mero sobreviver.
O espaço de lazer tem uma importância social, por ser um ambiente de encontro e de convívio. É necessário que aconteça a tomada de consciência, o despertar das pessoas para descobrir que os espaços urbanos equipados, conservados e principalmente animados para o lazer são indispensáveis para a qualidade de vida.
Este novo momento também precisa contar com seus usuários, para a preservação deste espaço para que ele perdure e cumpra o seu papel diante da sociedade.