Obras no Conjunto Habitacional Esperança 5 estão em ritmo acelerado
Publicado em: 07/02/2012 - 12:00 | Atualizado em: 22/05/2012 - 04:22
Publicado em: 07/02/2012 - 12:00 | Atualizado em: 22/05/2012 - 04:22
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| Local onde serão construídas 50 unidades. |
O setor de habitação em Francisco Beltrão tem obtido resultados positivos. Em dezembro de 2011, a prefeitura e a Caixa Econômica Federal entregaram 160 casas populares, no bairro Pinheirinho, Cidade Norte. E a boa notícia não para: 2012 nem bem começou e as obras estão a todo vapor no Conjunto Esperança 5 (com mais de 70 mil metros quadrados), no bairro Padre Ulrico.
Segundo o diretor do Conselho Municipal de Habitação, Alaércio Corazza, são três projetos previstos para este ano. “O objetivo da administração é dar moradia digna aos beltronenses que necessitam, principalmente àqueles que viviam até hoje em áreas consideradas de risco”, afirma.
Neste sentido, o presidente do conselho, Carlito Leal, explica que o principal objetivo do novo loteamento Conjunto Esperança 5 é retirar pessoas que ainda residem em locais de alagamento e deslizamento. “Quem mora próximo a rio, encostas e áreas úmidas terá a chance de viver em local adequado. As pessoas precisam se enquadrar nos critérios exigidos, entre eles, que a família receba uma renda de até três salários mínimos”, ressalta Carlito. O esforço da prefeitura é grande na expectativa de amenizar o problema da habitação, salienta o presidente. “Mais de 150 unidades no Padre Ulrico já transformam a vida de dezenas de famílias que até então moravam à mercê da sorte.”
Projetos para 2012
Mais dois projetos estão encaminhados para o setor de habitação via Coohapar e governo estadual. De acordo com Corazza, serão construídas 54 unidades habitacionais que irão atender famílias carentes. A novidade é um projeto na área rural, com 21 moradias.
O setor de habitação comemora os bons resultados e a administração vê a entrega das casas como um novo começo para famílias carentes de Francisco Beltrão. “Entregar a chave de uma casa para uma pessoa é emocionante. Todos nós temos o sonho da casa própria e temos que atender todas as classes sociais. Nossa parceria é grande na área habitacional para reduzir o deficit que ainda existe”, enfatiza o diretor.
Moradias para
um público específico
Carlito diz que o primeiro passo para se enquadrar nos projetos habitacionais é fazer o cadastro na secretaria. Depois, são analisados os critérios de cada família. Hoje, ao todo, são mais de três mil cadastros. O diretor diz que infelizmente não é possível atender esse montante de uma vez, por isso são feitos os levantamentos. “Fazemos uma pré-classificação das famílias que vão receber essas casas.”
Além do cadastro, a assistente social vai até as moradias fazer entrevistas com as famílias para saber se há necessidade real. Outro aspecto importante: uma vez recebida a moradia, não se pode comercializá-la. Segundo Corazza, de 2008 em diante houve mudança em relação ao Cadastro Único. Hoje, as informações entre os municípios e o governo federal na área habitacional são cruzadas. “A ideia é beneficiar pessoas que realmente precisem. Em 2011, muitas pessoas ficaram de fora porque já haviam sido contempladas.”
O pedido da administração é que as famílias beneficiadas não se desfaçam de suas moradias. “As pessoas precisam cuidar da sua casa.”