FB passa de 1 milhão de m² de construção
Publicado em: 10/01/2012 - 09:24 | Atualizado em: 21/05/2012 - 20:24
Publicado em: 10/01/2012 - 09:24 | Atualizado em: 21/05/2012 - 20:24
| Foto de Alexandre Baggio/JdeB |
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| Grande parte dos alvarás expedidos em Francisco Beltrão foi para prédios. Na foto, é possível ver quatro novos condomínios em construção. |
O ritmo da construção civil em Francisco Beltrão segue acelerado. Em 2011, foram emitidos alvarás para construir 228.928,90 m² no município. Esse total é recorde absoluto no setor. O melhor ano, até então, havia sido 2008, quando foram liberados 184.174,32 m². "Os alvarás são emitidos para qualquer obra, seja ela uma pequena reforma ou uma nova instalação. Tudo deve ser autorizado e fiscalizado pela prefeitura", afirma Cláudio Loss, fiscal de obras.
Em comparação com 2010, o crescimento foi de 38%, já que no ano retrasado foram construídos 165.243,90 m².
Os últimos anos estão sendo ótimos para a construção civil, acumulando metragens jamais vistas anteriormente que ultrapassam 1 milhão de metros quadrados autorizados. "Em 2011, tivemos duas grandes obras no final do ano, que foi o Colégio Agrícola e a ampliação da Alcast, que ajudaram nesses números. No mais, a maioria das obras é de grandes condomínios que estão sendo feitos", completa Cláudio.
Segundo ele, não foram construídos todos esses metros, mas autorizadas as construções. "Os alvarás são necessários para começar as obras, ou seja, muitos prédios que começaram em 2011 serão concluídos por volta de 2013, 2014, mas os números foram computados no ano que passou." Os melhores meses foram março, maio, novembro e dezembro, onde foram emitidos alvarás para quase 45 mil metros quadrados.
Cláudio trabalha na emissão de alvarás desde 1989 e acredita que vai demorar para se bater esse recorde. "Com certeza 2012 será bastante movimentado, mas acho que vamos demorar alguns anos para bater os índices que tivemos em 2011", diz. Ele lembra que a área central da cidade, onde se podem construir edifícios de todos os tamanhos, já tem poucos lotes disponíveis, o que segura os índices. "Nos bairros, só se pode ter prédios de até quatro andares, por isso, vai ficar cada vez mais difícil ter grandes construções", relata.
Em algumas ruas, consideradas eixos de comércio e serviços, como a Porto Alegre, União da Vitória e Luiz Antônio Faedo, por exemplo, podem-se construir edifícios maiores. "As obras são liberadas desde que a taxa de ocupação no lote seja de 80%. Para se ocupar 100%, precisa fazer uma rede de captação de águas pluviais", conclui.
O arquiteto e diretor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Francisco Beltrão (Ippub), Dalcy Salvati, relata que esses números ainda podem ser maiores. “Tem muitas obras frias, em que o pessoal não tira os alvarás. Acredito que o número pode ser maior que esse apresentado.” Mesmo assim, segundo ele, a metragem representa o bom momento da construção em Beltrão. “É um desafio manter a cidade estruturada para receber tantas construções”, completa.