Juventude transviada ou moradores antiquados?
Publicado em: 09/02/2012 - 09:47 | Atualizado em: 15/05/2012 - 09:49
Publicado em: 09/02/2012 - 09:47 | Atualizado em: 15/05/2012 - 09:49
O título é para ser provocativo mesmo. Afinal, não é uma coisa nem outra. Os jovens que ficam concentrados no alto da Júlio, próximo ao prolongamento, têm direito à diversão. Mas os moradores precisam descansar. O que está faltando são limites: há que se lembrar dos deveres.
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Os jovens querem — e devem — se divertir. É comum nessa fase querer aproveitar a vida como se fosse o último dia, e aí qualquer lugar vira point para curtir uma boa conversa com os amigos, beber uma cerveja, ouvir o som preferido no carro e namorar. Isso acontece justamente porque a maioria desses jovens ainda mora com os pais, é estudante e não tem dinheiro para bancar a casa própria. Sendo assim, restam barzinhos, boates, repúblicas e a rua para fazer festa. O problema é que a aglomeração dos jovens está causando incômodo aos moradores da Avenida Júlio Assis Cavalheiro, mais precisamente no trecho da Unipar e do Sesc. O assunto virou polêmica nas redes sociais e rendeu notícia em jornais e na televisão.
Na opinião dos moradores, os jovens não têm limites. Não respeitam o sono de quem precisa acordar e trabalhar cedo. Fazem baderna, bebem em excesso, sujam a rua e não se importam com o som alto do carro. Por outro lado, há que se ter cuidado para não colocar toda a juventude que frequenta o local no mesmo “barco”. Muitos dizem que vão até lá apenas para conversar, o que não atrapalharia a qualidade de vida dos moradores. Acadêmicos também não gostam quando a festa rola solta lá fora e eles não conseguem se concentrar, principalemente durante as provas. Realmente a questão é bem complicada: de um lado os jovens querendo se divertir, de outro os moradores se sentindo incomodados. O que vale é o bom-senso e os limites ou, quem sabe, neste caso, a falta de ambos.
Qual o seu limite?
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Numa enquete rápida no Facebook foi possível constatar que grande parte das pessoas compactua com a opinião dos moradores. E o mais interessante: são jovens. Essa galera diz que a rua é pública e não é local de festa. Beatriz Morgan pontuou: “Depois das 22 horas somente em balada”.
Quem colaborou com os depoimentos diz que existem lugares específicos para diversão e que ouvir música alta na rua é totalmente inconveniente. As pessoas têm o direito de dormir cedo, sem barulho para atrapalhar. Para Caroline Brand, o lado dos jovens também precisa ser preservado, mas festas devem acontecer nos fins de semana e em locais adequados. “Sou a favor da lei do silêncio, e quem não é, francamente deveria responder a pergunta: gostaria de ser acordado às 6 da manhã de domingo no bom do sono com um som nas alturas?”.
“É falta de respeito em qualquer hora do dia”, foi o que comentou Julise Arosio Pereira. Na opinião da jovem, o que esse pessoal faz é “perturbação, contravenção penal”. Ela responsabiliza a polícia e o governo pela falta de ordem. “É obrigação do Estado (governo) controlar e manter a ordem pública, pois eles vão buscar locais onde não haja controle para se divertir”, enfatiza. Sílvio Roberto de Souza comenta que o pior dessa história é passar pela frente da universidade e perceber que, em certos horários, há mais acadêmicos dentro dos bares e ao redor dos carros do que em sala de aula. “Fica difícil estudar, porque a ocasião faz o ladrão.”
Todos têm direito, seja à diversão e ao descanso
Se não fossem os exageros, não haveria problema algum, declara Fernando Misturini. “Infelizmente, os bons pagam pelos ruins. Lembram do estacionamento do Franzoni? Era bom ir lá tomar cerveja com os amigos, mas acabou porque virou cenário de brigas todo santo dia.” Fernando alega que faltam limites: “Dá pra fazer um monte de coisas, contanto que se tenha noção”.
É mais ou menos o que pensa a galera do Beltrão da Deprê. Assim como existem os jovens que exageram na bebida e transformam a diversão em baderna, há os que aproveitam numa boa. “Assim como é errado badernar é errado também empurrar todo mundo para dentro do mesmo ‘barco’”. Generalizar não é algo legal. Há que se apontar outro detalhe importante: é uma avenida, e quem mora perto de universidade sofre com esse ônus. “É um risco, porque o Sesc não é um caso isolado.”
O engenheiro civil Alexandre Sabadin, que não costuma emitir opiniões nas redes sociais, manifestou-se sobre essa questão. O fato não é ser contra ou a favor dos moradores ou dos jovens. Segundo eles, sempre existiram locais de aglomeração de pessoas com som alto e bebidas. Talvez a melhor saída fosse achar um local específico para esta prática, de preferência sem vizinhança por perto.
No bate-papo que rolou na internet, o pessoal citou muito a falta de fiscalização e rigor dos policiais. Boa parte dos jovens disse que é preciso ser rígido com este tipo de situação e retirar do local quem está perturbando o sossego.
Poluição sonora: perturbação ao sossego e à tranquilidade
Distinguir som de ruído é o primeiro passo. Com a participação do advogado Fábio de Lorensi nessa reportagem, o Plural quer esclarecer alguns pontos relevantes. Luís Paulo Sirvinskas, do manual de direito ambiental, diz que “som é agradável e harmonioso e que o ruído é desagradável e irregular”. O escritor Arthur de Castro Borges defende que “o ruído é uma violência à audição com verificação de lesões físicas”. E qualquer leigo pode entender: quando o som causa perturbação ao sossego se torna ruído. Está no artigo 2º da Lei nº 10.625/2002 de Curitiba, conhecida como Lei da Poluição Sonora.
Até as 22 horas eu posso tudo?
Não, não pode. O advogado Fábio de Lorensi afirma que esse preceito deve ser superado. “Existe uma concepção falsa em nossa sociedade de que a produção de ruídos é permitida por alguma lei até as 22 horas. Na verdade, tal concepção é equivocada, uma vez que a realidade em nossa legislação é que o excesso de barulho ou ruído é proibido em qualquer horário, mesmo que seja ao meio-dia.”
Direitos e deveres: quais os limites?
A aglomeração da juventude, que vem incomodando os moradores da Júlio Assis, próximo à Unipar e ao Sesc, também acontece na Rua Mato Grosso, em frente ao pátio da Unioeste e em outros locais da cidade. Como o assunto veio à tona e causou repercussão, cabe esclarecer e conscientizar a população no que diz respeito à produção de ruídos e som alto.
O advogado adianta que perturbar o sossego alheio é contravenção penal prevista no artigo 42 da Lei n° 3.688, de 3 de outubro de 1941, que dispõe:
"Perturbar alguém, o trabalho ou o sossego alheios:
I – com gritaria e algazarra;
II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais;
III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;
IV – provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem guarda:
Pena - prisão simples de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses ou multa."
E ainda o artigo 65 da mesma lei dispõe sobre a Perturbação da Tranquilidade: “Molestar alguém ou perturbar-lhe a tranquilidade, por acinte ou por motivo reprovável:
Pena - prisão simples, de quinze dias a dois meses, ou multa”.
Se todos cumprissem o que dizem as legislações Constitucional, Civil e Penal, que estabelecem critérios de ruídos aceitáveis, a convivência seria muito mais pacífica. Segundo o advogado, a Associação Brasileira de Normas Técnicas traz os seguintes exemplos: “Nas zonas hospitalares o limite é de 45 (Db) diurno e de 40 (Db) noturno, nas zonas residenciais urbanas o limite é de 55 (Db) diurno e 50 (Db) noturno, no centro da cidade o limite é de 65 (Db) diurno e 60 (Db) noturno e nas áreas predominantemente industriais o limite é de 70 (Db) diurno e 65 (Db) noturno”.
Como não existe uma lei federal, aos municípios é permitido o poder de regulamentar as normas de silêncio, adaptando-se ao modo de vida de seus habitantes. Quando as pessoas se sentem lesadas, podem reclamar nas prefeituras. Em situações emergenciais, cabe pedir auxílio da Polícia Militar, por meio do disque 190 e do Boletim de Ocorrência. Se houver menores bebendo nestes locais, o Conselho Tutelar também deve ser acionado.
O direito à diversão e ao sossego deve ser assegurado. E para que haja um entendimento é preciso, sobretudo, educação. Na opinião de Fábio, é necessário orientar os jovens sobre seus direitos e deveres, por meio de campanhas publicitárias, palestras e seminários. “Toda a sociedade tem que fazer um esforço em conjunto para que se estabeleça um equilíbrio harmônico entre o direito do lazer e da diversão e o direito à paz, à tranquilidade e principalmente de descanso.”
Entre um comentário e outro, rolou o seguinte: os mais velhos reclamam hoje, mas antigamente já fizeram muita festa. Tudo bem, isso é fato, quase todos já passaram por essa fase. Mas uma coisa é certa: respeito nunca é demais, galera, e não sai de moda. Nem morador tem direito de jogar ovo pela janela, nem jovem pode ligar o som do carro no máximo volume e sair cantando pneu no meio da madrugada.
O que está em discussão é o mau comportamento que rola em determinados locais da cidade, e não o direito a uma cervejinha gelada com os amigos acompanhada de uma boa música.
Todos tem o direito de se divertir nem todos são vagabundos e descumpridores da lei senhor "ANONIMO" eu frequento as vezes quando vou a Beltrão e são esse porradeiros que ficam derrapando carro e eu torço para que um se arrebente e se mate por que menos um pra encher o saco, tem usuários de droga tem de tudo o que pensar e quando se pensa tem pessoas de bem que gostam de ir pra conversar e não fazer cavalos de pau eu sou roqueiro e já levei geral sem ter um carro e sem ter nada de música e o policial burro não sabe diferenciar um roqueiro de um funkeiro ou sertanojo de bosta que ficam com som alto e dai a policia chega perto eles abaixam e dai sempre sobra pra quem os metaleiros roqueiros por que é mais fácil né vamos sujar mais o nome deles só sei de uma coisa eu não vou pra quebrar garrafa e fazer baderna fritar eu grito mas sei quando está ficando tarde e que devo medir o que falo e maneirar nas palavras mas não sabia que era crime sentar com seus amigos em circulo todos tomando um vinho ou uma cerveja com esse calor e sermos quase presos por culpa dos outros que esse sim fazem baderna agora vamos provar que são eles com essas câmeras instaladas ainda bem vão ver quem pelo menos age de forma ilegal e perturbando os outros, mas pelo amor de deus Sexta e Sábado todos merecemos esses dois dias pelo menos para sair e curtir a vida acho que sim tem muita coisa errada com essas festas por que não tem como controlar todos, mas se houvesse lugares destinados e para grupos segmentados onde roqueiros vão em algum lugar de rock, sertanejo vá em boates sertanejas e todos ficam de boa nos seus cantos curtindo não só não adianta prenderem a gente por nada achando que vão fazer algo eu até tenho registrado muita coisa em meu celular ações da policia dando geral na gente e humilhando chamando a gente de mil coisas que se forem fazer exames e tudo mais vão ver que somos caretas até de mais, só prender carros rebaixados que isso eu sou a favor, e mais nada la de vez em quando alguém vai pra cadeia por causa de alguma coisa por que não se tocou e não deu tempo de baixar o volume para a policia não pegar.
Concordo com o Beto do Bar do Beto, é coisa de cidade de interior mesmo, ninguém vai fazer nada ou vão o que largar a polícia para prender todo mundo, não vejo a hora de ir pra frente do Sesc tomar minha cervejinha tranquilamente, se eu fosse me estressar com barulho eu iria reclamar da escola de Samba Vai-Vai que eu moro do lado e é todo dia até meia noite toda a escola tocando a bateria, fora outros eventos eu moro no centro, e pra quem mora perto do aeroporto e olha que não reclamam muitos isso é ai é algo pra aparecer só na mídia francamente achava que podiam fazer algo melhor mas o que se deve fazer é entrar em um acordo e organizar um lugar onde se possa fazer e que todos saim se respeitando para que tudo ocorra bem, caso contrário vai ficar pior ainda.
SÓ TENHO UMA COISA A DIZER OU A PORCARIA DA PREFEITURA E ESSES VEREADORES FAZEM ALGO PARA OS JOVENS COMO UM LUGAR ONDE SE PODE FAZER FESTAS ATÉ O AMANHECER OU NÃO ADIANTA NADA SAIR NO JORNAL ISSO VOCÊS ACHAM QUE VÃO IMPEDIR O QUE A POLICIA VAI FAZER ALGO SÓ SEI QUE NÃO É DE HOJE QUE TEM FESTA E NÃO VAI SER AGORA QUE VAI PARAR. NÃO TEM LUGAR NENHUM NESSA PORRA DE CIDADE PRA SAIR E FAZER FESTA OU TEM SÓ AS MERDA DE HANGAR ESSA PORCARIAS TODAS ONDE SÃO VÃO OS PLAYBOY E PATYS AINDA BEM QUE ESTOU EM SÃO PAULO AQUI POSSO TOMAR O MEU GOLE DE BOA. É MAIS PERIGOSO MAS ME DIVIRTO SEM LEVAR GERAL POR NADA SEM ME ESTRESSAR COM MÚSICAS RUINS E O MELHOR SEM QUE FIQUE SAINDO NO JORNAL ESSA BESTEIRA DIARIAMENTE. Ou fazem algo para que possamos ir em lugares sair e nos divertir lembrando não construir casas noturnas mas um espaço aberto pra fazer festas.
vamos berber vamos pra frente do sesc ninguem faz nada mesmo!!!!!
talvez o sistema ajude assim tambem influenciar nessa negação em se tratar da frente do sesc ou o bar que existe ali, a Pm faz corpo mole todos sabem que eles entram no bar para pegar o lanche nao somos contra isso e nem onde eles ficam para fazer esse corpo mole, mas sim o porque eles ali nao fazem nada, ai dizem que se forem prender todo mundo como diz a lei nao vai haver festa naquele local e em nenhum local mais mas se existe a lei vai ser so pra ficarmos mesmo debatendo, o dono do bar paga uma quantia sabemos para com alguns moradores e ninguem reclama assim fica facil nesse lugar funcionar as coisas e tambem esquecemos que o proprietario é advogado se formos mexer a fundo quantas burocracias vamos encontrar em um lugar em que, ou varios lugares vão dizer assim vai do bom senso de cada um a festa é melhor do que o sossego, todos já fizeram festa assim colocando um ponto final como disse o companheiro ali so que esquecem que alguem tem que ganhar o dinheiro o sistema tem que funcionar, fizeram os arrastões e ainda continua menores frequentando os bares ai depois culpam a saude de francisco beltrão que esta ruim mas esquecem que depois da bebedeira vamos ao 24hrs ou são francisco curar o porre dar um pouco de serviço a quem esta lá esperando por emergencia enquanto eles curam o porre de alguns morrem outros na fila pelo simples fato de dizermos vamos no hospital porque a pessoa esta em coma alcoolico nao é uma simples discussao isso concordamos que o jovem tem que se divertir mas em locais adequados o problema vai ser em colocar eles lá longe da cidade e a volta vai continuar sendo isso bebedeira brigas mesmo sendo um pouco controlado assim acontece de tudo imagine em algum lugar em que vai poder acontecer isso mas enfim nao estamos aqui pra reclamar e sim continuar a apoiar o sistema onde ele mesmo nos ferra, entao porque reclamar deixa como está que ta bom........
Eu acho que assim como eu tive, todos tem o direito de curtir a sua juventude sim, se juntar para conversar, beber e ouvir música não incomoda ninguém, assim como tem pessoas que vem pra fazer isso, tbm tem os que vem pra perturbar! e oq fazem aqui pelo amor de Deus! Somos obrigados a ver todo tipo de coisa sem explicação, donzelas acrocadas pelos cantos da rua urinando, palavrões, carros q andam em altissima velocidade,sem contar os estabelecimentos q se submetem a limpar fezes e vômitos todo início de semana, isso é só um pouco doq estes jovens fazem, tenho parentes mais próximos da avenida que são idosos e são obrigados a ver cenas explícitas em plena luz do dia, quando no fim da festa encostam seus carros em qualquer canto sem se importar com as pessoas de redor, isto é um pouco, do muito que acontece por aqui. Quem mora aqui já está de saco cheio, assim como a polícia q não vence aos chamados e ainda levam fama por serem estupidos na abordagem, mas como não ser se a cada pouco são chamados? Agora pessoas que só querem descanso são antiquados???Por favor!!!
Olha, desculpem o palavriado, mas a cagada quem fez, foi a prefeitura na época que autorizou a construção da faculdade naquela região... Qualquer lugar do planeta que tenha uma faculdade do porte da Unipar invariavelmente vai ter aglomero de pessas... essa discussão é coisa de interiorano, me desculpem...
(GABI) Quer se divetir com seu namorado vai no motel ou num parque de diverção, desde que seja bem longe de nossas casas. Quero ir la no portão da sua casa com uma turma de 15 pessoas e ficar conversando, quero ver se vc vai suportar. Agora nos moradores que trabalhamos o dia todo para sustentar a familia, precisamos da noite para descançar, ter que ficar aguentando um bando de iresponsaveis e baderneiros, pq eles querem se divertir.( não estou generealizando o pessoal que frequenta o local) . Aposto que a maoioria dos pais não sabem oque os filhos fazem por ai. Teve um outro cidadão que sitou que os jovem iam em um lotiamento atraz da unipar, la sim a metade da cidade não dormia pois é alto e o som se propagava. Ja tive o meu portão acertado por carro que estava fazendo cavalo de pau, os bebados passam e quebram garrafas no murro de sua residencia e vc é obrigado a ficar queto pq eles estão se divertindo. Reclamam dos policiais, mas eles ja estão de saco cheio, pq não vencem atender reclamaçoes de perturbação de sossego neste local. Nos moradores queremos providencias ja, ou nos iremos tomar as nossas.
muito bonito o que se coloca no papel é uma pena que ninguém faz nada .só fica no papel,pois vivemos em tempos que você fica calado ou aguenta as consequências são as leis do nosso Brasil.Os jovem perderão o bom censo e esqueserão dos valores ,isto é se um dia ti verão.
realmente as preocupaçoes em prender carros rebaixados está em alta em Francisco Beltrão, enquanto em outros segmentos.....
Faz-me rir um ponto desta matéria... Seria completamente adequado dizer que a melhor solução seria encontrar um local para "fazer festa" ao redor do qual não houvesse vizinhança. SERIA adequado, mas nós estamos falando de Francisco Beltrão. Nesse sentido, uma palavra me vem à mente: LOTEAMENTOS. Há um bom tempo atrás, muito antes de virar notícia na RPC, a situação no SESC já era insustentável, tendo alguns jovens migrado o seu local de confraternização para o loteamento que fica no morro atrás da unipar (este sim, completamente vazio na época). Pois bem, não tardou para que a gloriosa PM de FB interviesse, fazendo abordagens frequentes e humilhando todos que ficavam naquele local, visto que as "testemunhas" eram poucas ou inidôneas sob os olhares das autoridades. Em pouco tempo ninguém mais frequentou o lugar, já que todos sabiam que iam ser de alguma forma constrangidos pelos policiais. Independentemente de local, o que impera em beltrão é o autoritarismo e o conservadorismo de nossas autoridades trogloditas (nem preciso dizer que há excessões, por favor), sob a tergiverseada ótica de que é um procedimento correto manter a ordem pública combatendo a "libertinagem" da juventude, vendo todos que estão na rua como potenciais criminosos. Quem já foi humilhado por uma abordagem desnecessária e desproporcional realizada pela PM de Beltrão sabe do que estou falando.
Isso é complicado, por um lado os moradores estão certos de reclamar e querer durmir, e errado em chamar a policia e prejudicar os jovens que estão ali conversando... teve um sabado que eu estava ali perto do "Diskbeer" com mais dois casais de amigos sentados em cadeiras e conversando resolvi ir no Posto quando voltei a policia estava expulsando todo mundo, mas eles não estavam falando delicadamente, bem pelo contrario " pegue esse carro e suma daqui, não quero mais ver a tua cara por aqui" foi isso que um policial disse pra mim e pro meu namorado que tinhamos acabado de chegar! não estavamos fazendo nada e muito menos gritando com som alto, os morados tem direito de dormir e reclamar mas nós tambem temos direito de num SABADO a noite sair e se divertir! sobre o comentario de que precisa mais policias e fiscalização na minha opnião a policia só vai ajudar a população prendendo ladrões e não carro rebaixados e som, e diga-se de passagem que prender carro é o que eles mais fazem aqui em Beltrão!!! Respeito todo mundo quer...
A principio eu acho que não são as autoridades que tem que tomar alguma providencia, quem tem que tomar providencias primeiramente, são os pais, desses adolescentes e até mesmo os adolescentes, pois é em casa que se educa e se cria um ser humano digno e de respeito, porem não é isso que vemos ultimamente, como a matéria está ai para comprovar, agora pergunto, são as autoridades que tem que educar as pessoas ou os pais que tem que educar melhor seus filhos ? um velho ditado já dizia, educação vem de casa. Autoridades tem que agir SIM, porem não é responsabilidade deles educar essas pessoas. É muito fácil jogar a culpa de toda essa baderna nas costas das autoridades e quero que entendam não estou dizendo que as autoridades não tem responsabilidade e sim que para que eles possam agir com segurança e sem desrespeito ao próximo. Mas como isso é possível ? se o próximo não os respeita ? Acho que cabe a cada jovem, receber a educação em casa e passa-la adiante, respeitando o sono de quem tem que trabalhar, pois mal sabem eles(jovens) que em algum momento de suas vidas, serão eles que irão tentar dormir e não conseguiram, pois na rua haverá jovens mal-educados fazendo baderna, então, cada um tem que pensar e só pensar não basta, tem que ter atitude de falar a si próprio, opa, vou baixar o volume do som porque tem gente que merece respeito e tem que trabalhar amanha. Jovens temos que mudar URGENTE, há tantas maneiras de se divertir que não seja com desordem.
A questão é complicada ali mesmo... E o pior que até final do ano passado pelo menos, as autoridades não tomavam nenhuma providência, 4 horas da manhã, a baderna rolando solta, a gente entrava em contato com a policia para pedir uma intervenção, e a única resposta era que eles não podiam fazer nada, pois quando chegam a baderna para, e quando viram as costas começa tudo denovo... É impossível se dormir de quarta a domingo nas proximidades da Unipar...