Eu vos declaro marido e mulher: jovens falam sobre sexo antes do casamento
Publicado em: 08/12/2011 - 09:22 | Atualizado em: 17/05/2012 - 15:03
Publicado em: 08/12/2011 - 09:22 | Atualizado em: 17/05/2012 - 15:03
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| Natanael e Juliane. |
Quando os jovens conhecem o amor, começa o período de descobertas e dúvidas. Será que escolhi a pessoa certa? Será que chegou o momento ideal para perder a virgindade? Depois da relação sexual, ele vai continuar interessado em mim? E ela, se deixou que eu fosse tão longe logo no primeiro encontro, é mesmo o tipo de menina que vale a pena? Essas e outras perguntas passam pela cabeça de quem decide começar um namoro. Mas em pleno século 21, nessa onda de liberdade, há quem ainda prefira preservar a sexualidade e esperar a pessoa, a hora e o lugar certos.
Para evitar falatórios e especulações sobre sua vida pessoal, nossa entrevistada não quis revelar o nome. Vamos chamá-la de Maria, que tem 18 anos, mora e trabalha em Francisco Beltrão e é virgem. Em se tratando de uma menina, até parece comum, mas atualmente não é. Virgindade é produto em extinção. Maria diz que optou por essa condição porque não encontrou a pessoa certa e revela que sente medo da experiência. “Como não namoro, tenho receio de me entregar a alguém e depois acabar levando um pé na bunda. Porém, tenho vontade e curiosidade.”
Diferenças entre menino e menina
Uma menina virgem desperta interesses e aguça os sentidos. Maria tem consciência disso e sabe que a primeira vez dos meninos não rende tantas fantasias assim. Segundo ela, talvez a questão para essa diferença envolva valores familiares e culturais. Por isso, entre um bate-papo e outro, alguns amigos até acreditam que Maria é mesmo virgem, mas logo surgem as piadas a respeito do assunto. “É realmente complicado ser virgem aos 18 anos, no século 21. Inclusive fui ao ginecologista esses dias e ele me perguntou quatro vezes se realmente eu não tinha relações sexuais”, conta.
Por que ainda sou virgem?
A jovem ainda não encontrou a pessoa certa, seu príncipe encantando, contudo, se mantém virgem por causa da família e do medo de se magoar. Felizmente, os pais dela são abertos e conversam sobre sexo com a filha. Não há pormenores. “O único pedido deles é que eu me entregue a quem eu realmente goste e que no fundo eles gostem também.”
Sem preconceito, só respeito
Há curiosos que querem saber como o casal suporta viver sem sexo no namoro, e o jovem afirma que existem dificuldades. Por isso, para cumprir à risca o compromisso, não se submetem a situações que os deixem vulneráveis; evitam, inclusive, ficarem sozinhos. Natanael e Juliane optaram até em deixar o beijo em segundo plano e justificam: é o caminho para uma relação sexual. “Eu posso ter muito mais da minha compromissada do que isso e ela pode ter muito mais de mim.”
Amor é amor, seja do jeito que for
Namorar é bom demais. Beijar, abraçar, conversar, criar cumplicidade. Tudo isso é possível para quem assume um relacionamento sério. Mas há pessoas que adotam uma postura irredutível: sexo, só depois do casamento.
Como Natanael Mazzetto, 18, e Juliane Zuffo, 18. Se conheceram há oito anos, na Igreja Comunidade Batista Betel. A partir daí, a amizade entre os dois só aumentou e apareceu um sentimento mais forte. Natanael conta que eles estão compromissados há um mês, mas antes de assumir o relacionamento sério passaram por um tempo de oração, que envolveu também os pais e líderes da igreja — cerca de um ano e cinco meses. “Submetemos nossa decisão tanto ao sim como ao não de Deus, para só então assumirmos o compromisso.”
O casal conta que optou por um compromisso sem sexo pensando em Deus, em primeiro lugar. Natanael diz que com essa escolha, conforme os princípios bíblicos, estão se guardando um para o outro.
Virgindade: cuidado e honra
Para muitos casais, a noite de núpcias já aconteceu bem antes do casamento. No compromisso de Natanael e Juliane isso está fora de cogitação. Ele ressalta que para ser feliz não é preciso ter relação sexual com sua parceira. “No nosso ponto de vista, a virgindade deve ser preservada até o casamento, pois é nessa aliança legítima que o casal se une no corpo, na alma e no espírito.”
Quebrar essa corrente pode levar o relacionamento por água abaixo.
Compromisso de alma
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| Roberto e Joseane. |
Roberto Sutil de Oliveira tem 33 anos e é professor em Francisco Beltrão. Sua história com Joseane Piccinin, 27, administradora de empresas em Dois Vizinhos, é parecida com a de Natanael e Juliane. Eles também se conheceram na Igreja Betel. Para saber se o que sentiam um pelo outro era amor verdadeiro, pediram que a reposta viesse em oração. E veio.
Deixar o namoro para depois do casamento foi uma decisão sábia, comenta Roberto. “Optamos por um compromisso sem abraços calorosos e sem beijos, nos respeitando e não agindo com a emoção.” Roberto garante que desse modo estão resgatando valores que têm se perdido com o passar dos tempos.
Sexo no primeiro encontro
Para algumas meninas da idade de Maria, fazer sexo sem amor é natural e se envolver intimamente com um menino quase desconhecido não tem nada de errado. A jovem acredita que essas meninas se desvalorizam e ainda ficam criando estereótipos. Vão pra cama no primeiro encontro e saem dizendo que homem é tudo igual, que o interesse é apenas carnal, sendo que elas fazem o mesmo. Mas frisa: não julga quem decide ter uma vida diferente da dela. “Tem aquele ditado ‘língua é o chicote da bunda’, não é?”.
Preconceito de verdade Maria nunca sentiu, porém, diz que às vezes se sente um peixe fora da água. Sexo virou produto comercial, quem faz está na moda. “Os jovens procuram sexo sem amor, sem envolvimento, como já diz na música de Zé Ramalho: ‘E isso explica porque o sexo é assunto popular (...)’”.
Sexo ou modinha?
O sexo se tornou modinha entre os jovens, uma competição, observa o jovem. Para ele, há adolescentes por aí que têm relação sexual aos 14 anos só para se sentirem moderninhos. Natanael diz que relacionamentos assim, volúveis, podem atrapalhar a vida adulta mais tarde.
qual é a posição da igreja em relação a masturbação ? (punhetinha pode ?)