Deu positivo: estamos grávidos!
Publicado em: 15/12/2011 - 20:57 | Atualizado em: 17/05/2012 - 08:03
Publicado em: 15/12/2011 - 20:57 | Atualizado em: 17/05/2012 - 08:03
Uma gravidez “antes da hora” faz jovens amadurecerem e deixarem de ser apenas filhos para ocuparem o papel de pais do dia para a noite. Quem passou por essa experiência diz que não é fácil, mas garante: a vida ganhou mais sabor, mais graça. Ser pai e mãe é inexplicável.
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| Sady, Arthur e Brunna. |
A decisão de ter um filho não é simples nem para pessoas mais experientes, que têm a vida econômica estável e um relacionamento sério. Afinal, colocar filho no mundo requer paciência, tempo e investimentos. Imagine então quando jovens, antes dos 20 anos, são surpreendidos com a notícia: a menstruação atrasou. Estamos grávidos!
A vida de Sady Fontoura Grisa, 20, e Brunna Futata, 23, mudou bastante depois do nascimento do filho Arthur, de 11 meses. Eles namoram há dois anos e a gravidez da Bruna aconteceu no início do relacionamento; na época, ela tinha 22 e Sady, 19. Felizmente, os dois tinham um relacionamento sério e então a família se consolidou. “Assumimos o compromisso de criarmos juntos o nosso filho”, destaca o pai.
Mesmo com a decisão sábia de arcar com o risco de uma mudança radical, Sady e Bruna tiveram uma surpresa tremenda com a notícia de que seriam pais. Eles eram apenas estudantes se preparando para o vestibular. Dependiam totalmente da família. Passado o susto, chegou a hora de contar pra todo mundo. “O apoio do casal nesse momento conta muito, é fundamental tanto para nós quanto para o bebê, que sente tudo que se passa desde que está dentro da barriga. Eu sempre quis ter filhos, então, ao mesmo tempo que foi uma surpresa, fiquei muito feliz”, diz Bruna.
A família dos jovens se mostrou receptiva e se dispôs a ajudar. Sady contou a novidade primeiro para o irmão, que, sem ele saber, deu a notícia aos pais. Uma bela noite, ao deixar o cursinho, Sady encontrou ambos com aquele sorriso de orelha a orelha, chorando de contentes. Não é que a ‘entregação’ do irmão deu certo: “Em todos os momentos eles se dispuseram a nos ajudar, porque no começo é realmente difícil e seria muito mais sem o apoio deles”.
Planos da juventude
Diferente do que a maioria pensa, ter um filho “antes da hora” só motivou a vida do jovem casal. Sady passou no vestibular e hoje cursa Direito na Unioeste. No período da tarde, ele trabalha na universidade. Para Bruna, os planos da juventude variam de acordo com o estilo de vida de cada um. “Se você é sozinho, tem seus planos, se você tem filhos, tem muito mais sonhos; e um filho sempre esteve nos meus planos”, afirma.
A jovem mãe garante que ter um filho cedo demais não atrapalhou as metas, pelo contrário. “Juro, com um filho é muito maior a vontade de fazer as coisas, ir atrás para concretizar. Ele nos motiva e dá força para não desistirmos. Hoje eu não faço nada sem pensar se vai ser bom para o Arthur.”
Mãe aos 20, mãe aos 40
Bruna ainda é jovem, certamente terá outros filhos. Mas, apesar da pouca idade, está certa quando diz: “O medo de não dar conta do recado é o mesmo sendo mãe aos 20 ou aos 40”. O frio na barriga é normal, seja uma gravidez planejada ou não. E isso acontece porque ser mãe traz responsabilidades. “Não é só parir. Tem que educar, ensinar e, acima de tudo, amar muito.”
Engana-se quem pensa que esse medo não acontece com os homens. Sady sabia que sua vida mudaria completamente. Não tinha estrutura formada para começar uma família e teve medo, claro. Mas hoje resume bem a experiência de ser pai jovem: “Você cria mais responsabilidade e compromisso, vejo isso positivamente”.
A rotina de festas é outra. Agora, por causa do Arthur, eles saem à tarde. Nem sentem mais aquela vontade de sair à noite.
Terceirizar a educação?
O discurso é bonito, na teoria é simples, mas nem todo jovem cai na realidade quando vira pai ou mãe na prática. No entanto, todos sabem que pedir auxílio aos avós ou outro familiar não é entregar o filho pros outros criarem. Bruna e Sady acreditam que os pais que ficam ausentes para trabalhar estão fazendo o melhor pelo filho. “Ter um filho não é lançar mão de tudo, pelo contrário, é agarrar tudo. Acho que seria até certo descaso ficar estagnado, vendo o tempo passar e não buscar crescer, melhorar”, declara a mãe.
Filho: surpresa boa, mas que dá trabalho
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| Tânia e Jônatas com Lorenzo. |
Tânia Elisa Mascarello, 22, e Jônatas Davi Paganini, 25, começaram a namorar quando descobriram a gravidez, em março deste ano. Eles garantem que em momento algum pensaram em aborto. “Assumimos o compromisso, independente de ficarmos juntos ou não”, destaca o pai.
A mudança foi radical e hoje os jovens pensam primeiro em Lorenzo. “Na hora de sair, tem que ver se é muito frio, se precisa levar mais fralda, como vamos levar, se ele vai cansar muito, se vai ser confortável, são mil e um pensamentos; e na hora de dormir é um olho fechado e o outro aberto e os ouvidos a mil pra qualquer respiração mais profunda.”
Hoje, o casal entende a célebre frase dita pelos mais velhos: “Vocês só vão entender quando tiverem o próprio filho”. Apesar do final feliz entre eles, Tânia aconselha as meninas a planejarem a gravidez. “Talvez fomos obrigados a pular muitas etapas ou talvez essa era a nossa próxima etapa.”
Uma mãe de 21 anos e seus dois filhos
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| Tatiane com Arthur e Emanuela. |
Tatiane Davoglio tem 21 e já é mãe do Arthur, de dois anos, e da Emanuela, de sete meses. Quando engravidou pela primeira vez, ficou desesperada, não aceitava — pensou em interromper a gestação várias vezes. No terceiro mês de gravidez, Tati usava roupas largas, enfaixava a barriga: tudo para esconder da mãe. “Na época, eu não estava mais com o pai dos meus filhos, e ele estava namorando outra pessoa. Depois voltamos, arrumamos um emprego e moramos juntos.”
Ao contrário do que pensava, a jovem se surpreendeu com a atitude da mãe, que aceitou muito bem que seria vovó. “Gosto de dizer que fiquei grávida a partir do 5º mês, foi quando me senti bem comigo e com meu filho, e não precisava mais esconder de ninguém.”
Para Tati, ser mãe jovem é realmente inexplicável. Ela descobriu cedo que amor de mãe é incondicional e que as noites mal dormidas valem a pena. Com seus filhos, quer ser mais compreensiva, mais amiga. O lado negativo é ter que se desdobrar para atender as necessidades dos bebês. Se pudesse, mudaria apenas a maneira com que tudo aconteceu: “Queria estar mais bem preparada emocionalmente e ter uma pessoa certa do meu lado, estar casada.”
Hoje, Tati está separada do pai dos bebês e vive o desafio de ser mãe tão nova. Mas ela está dando conta do recado: é só ver a alegria da criançada.
Olha só que postou a jovem mãe Daniela Roncato no Facebook:
“Sabe o que eu estava pensando?! A vida de mãe de família acabou me "afastando" de pessoas que eram minhas amigas, ou que eu achava que eram, e por outro lado me reaproximou das que eram de verdade e eu, por algum motivo ou outro, acabei esquecendo, ou deixando "adormecer". Cada dia é mais feliz do lado do meu filhote!
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