Movimento pacífico pede melhoria salarial para policiais
Publicado em: 22/02/2012 - 10:03 | Atualizado em: 16/05/2012 - 21:54
Publicado em: 22/02/2012 - 10:03 | Atualizado em: 16/05/2012 - 21:54
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| Alguns participantes da mobilização na Praça Presidente Vargas. |
Cerca de 100 policiais civis, militares e bombeiros da microrregião de Pato Branco participaram na manhã de sábado, dia 18, na Praça Presidente Vargas, de uma mobilização pacífica pela melhoria dos salários da classe. De acordo com o representante dos manifestantes civis, o coordenador de recursos humanos da 5ª Subdivisão Policial, Clademir Mazzochin, embora haja o indicativo de greve por parte da Polícia Civil, os serviços prestados à comunidade seguirão de forma normal, pelo menos até a próxima sexta-feira, dia 24, quando o Governo do Estado deve aprovar ou não a tabela de reajuste proposta pelo sindicato da polícia.
Proposta sem acordo
Na última quarta-feira, dia 15, o governo estadual fez uma proposta de aumento de 23,5% para o salário de ingresso dos policiais militares e 26% na remuneração inicial para policiais civis. Para peritos da criminalística, a variação sugerida era de 8% a 15%, enquanto auxiliares de perícia teriam aumento entre 28% e 31%.
A proposta não foi aceita pelo sindicato e uma contraproposta foi realizada pela categoria, que aguarda até o final desta semana a resposta ou uma contraproposta do Estado. "A Polícia Civil luta hoje pela readequação salarial, em função de que recebemos salário de segundo grau e para a carreira de policial civil é exigido terceiro grau", esclarece Mazzochin.
Reajuste acarretaria perda para policiais
Segundo o presidente da Associação dos Policiais Militares do Sudoeste do Paraná, Valmir Tasca, a PEC 29 aprovada em 2010 pelo Governo do Estado muda a forma de pagamento dos policiais civis e militares e o reajuste proposto acarretaria perdas salariais para a categoria.
"Hoje no contracheque do policial militar, bombeiro e policial civil você tem diversas gratificações que, ao final, somadas, chegam ao valor do salário. A PEC 29 acaba com tudo isso e cria um subsídio. Porém, o valor apresentado na tabela a ser aplicada pelo Estado não agradou porque há uma redução no salário. Por exemplo, hoje um terceiro sargento recebe R$ 3.780,00, com a nova tabela ele receberia R$ 3.430,00. É isso que queremos que o governo entenda, que os policiais teriam prejuízo com o reajuste. Principalmente para os policiais que estão há mais de 10 anos na corporação", salienta o militar.
Carreata
Para chamar ainda mais a atenção da população para a questão, os policiais devem realizar no final da tarde desta quarta-feira uma carreata pelas ruas centrais de Pato Branco.