Preservar o meio ambiente está entre as ações diárias da criançada

No Rio, os governantes debateram métodos para um desenvolvimento sustentável. Enquanto isso, na esco

Publicado em: 04/07/2012 - 08:59 | Atualizado em: 23/02/2013 - 23:49

A criançada está mais informada do que nunca. Que o diga a galerinha do 5º ano da Escola Municipal Francisco Manoel da Silva, no bairro Novo Mundo, que deu exemplo de cidadania e mostrou que está ligada nas principais discussões dos “adultos”. Eles surpreenderam a reportagem do Jornal na Escola quando disseram saber, sim, o que foi a “Rio+20”. E é bom mesmo que eles saibam, porque a conferência tratou de um assunto que diz respeito, principalmente, às novas gerações.

O nome do evento já diz quase tudo: “Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável” e tinha entre os principais objetivos garantir direitos para essa turminha. Para uma boa parte do público que acompanhou a conferência, a Rio+20 foi um fracasso, não teve nenhuma decisão tão importante para melhorar as condições do planeta Terra nos próximos anos.

Mas, se o futuro da nação está nas mãos dos pequenos de agora, o que eles dizem e fazem para garantir a saúde do meio ambiente? De acordo com a professora Indiana Vieira Queiroz, não é pouca coisa. “Eles são muito interessados e colocam em prática tudo que aprendem em sala de aula. É muito bom trabalhar com essa turma”, afirma.

 


Professora Indiana e os alunos do 5° ano.

 

Pequenas ações que fazem muita diferença

Se depender da galerinha do 5º ano, o meio ambiente pode respirar aliviado. Eles são pequenos, têm entre 9 e 11 anos, mas já sabem que, pra natureza sobreviver, depende das atitudes de cada ser humano.

Germano dos Santos diz que preservação não tem a ver com lixo jogado no chão ou dentro dos rios. “As pessoas precisam aprender isso logo, se não, daqui a uns 10 anos não vai mais ter água potável. Vai acabar as florestas e os animais”. O menino lembra também da poluição, das fumaças das fábricas e alerta a comunidade sobre as enchentes: “Com tanto lixo no chão, o bueiro entope e vem a enchente”.

Com nome de músico famoso, Axel Perin mostrou que sabe bem por onde começar. “Não dá pra desperdiçar água, nem jogar lixo no chão. Isso é muito ruim pra natureza.” A colega Franciele Nunes concorda, e ainda fala das doenças trazidas pela sujeira: “Com lixo nas ruas, acumula sujeira e vem o mosquito da dengue. Então, não faz mal só pro meio ambiente, mas pros homens também”. Bem lembrado, Franciele. Os cuidados com a natureza melhoram também a saúde das pessoas, que vivem em ambientes mais limpos e livres de mosquitos que transmitem patologias.

 

Reciclar é o caminho

Para melhorar a vida no planeta, Gabriela Alves aposta na reciclagem. Segundo a aluna, tudo que vai pro lixo precisa ser dividido, é a coleta seletiva. “Lá em casa a comida vai de um lado, num saco plástico, e o resto, como papel, plástico, vidro, fica de outro. Se misturar, não dá pra aproveitar na reciclagem.”

Atenta a tudo que assistem na televisão (nos telejornais) e leem nas revistas e jornais, a moçada sabe que o desmatamento é um dos responsáveis pelas enchentes e enxurradas nos grandes centros. Germano diz que viu na TV que “São Paulo é a cidade mais poluída do país, tem muita enchente”.

 

Pais: aliados dos filhos

Além do aprendizado na escola, a criançada precisa contar com o apoio e incentivo dos pais para melhorar o mundo a sua volta. Em casa, cada pequena atitude vale muito, e o exemplo dos pais nessa hora é relevante. Os alunos do 5º ano garantem que a família faz a sua parte também. “Minha mãe separa o lixo e não desperdiça água. Sabe aquela água que sai da máquina de lavar roupas? Então, minha mãe não joga fora, ela usa pra lavar calçado e piso”, conta Henrique Dela Libera.

Com a esperança da infância, esses meninos e meninas acreditam num planeta preservado e garantem que estão trilhando este caminho. A preocupação dos governantes na Rio +20 é que o planeta não seja mais um lugar habitável. Mas, se depender dessa criançada, os estragos têm solução.

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