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Itacir Camilo Rovaris
 

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22 de julho de 2010

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Luz
"Busquemos o melhor, não o mais comum, aquilo que conceda uma felicidade eterna, não o que aprova o vulgo, péssimo intérprete da verdade." (Sêneca, Da Felicidade, I, II).
Eleições
Transcorre mais um período eleitoral no Brasil. Vamos às urnas para, democraticamente, escolhermos nossos governantes. Dizem que este sistema — o democrático — é o melhor do mundo, por isso seguido pela maioria das nações.
O melhor...
Eis a dúvida. Em se tratando de política, cujo significado segundo sua origem primeira é o bem comum, algo dependente do pensamento e das vontades humanas, vamos observar que quando pediram a Deus um "governo", através do rei, o próprio Deus discordou. E deixou bem claro o motivo da discordância.
Poder
O rei — ou o governo — para sua subsistência necessita de unidade. Ou seja: poder! E poder só se consegue quando impera o direito e a justiça. Num mundo de homens onde a divisão está no pensamento, qualquer forma ou sistema de governo seria um desastre. Deus tinha razão. E a história está comprovando.
Verdade I
O mundo acredita que o melhor sistema de governo é o sistema democrático. Mas foi justamente a democracia que assassinou o direito e a justiça. Foi a democracia que preferiu soltar Barrabás! Foi a voz do povo (soando como se fosse a voz de Deus) que ergueu a Cruz do Calvário. Foi o suposto direito das "minorias" que estragou a liberdade das "maiorias".  Foi a suposta ideia de "igualdade" que espantou do mundo o princípio da caridade. Foi a decisão democrática da "liberdade" que instaurou em nosso meio o relativismo onde tudo é permitido e  nada deve ser controlado. É a ideia relativa dos "direitos iguais" que está acabando com a sadia competição da criatividade. É o saber dando lugar a "camuflagem democrática" da escolha pelo voto. É o conhecimento submetendo-se ao império da "vontade da maioria". A "vontade da maioria" nada mais representa do que o mediano, nada além do "mais ou menos". A "vontade da maioria" se expressa na sociedade moderna como a "felicidade e o prazer", sem a luta, o esforço, a criatividade, a responsabilidade e o respeito pelo outro. Uma pequena "minoria" dita as regras, altera os costumes, inventa uma nova ordem moral e modifica a célula da base social.
Verdade II
Segundo os especialistas, por inúmeras outras realidades, a democracia — governo do povo e para o povo, ainda é o melhor sistema do planeta. Mas necessita a cada momento de readequação, de uma constante busca pelo aperfeiçoamento, de grandes doses de renúncias. A democracia só funciona plenamente quando seus atores renunciarem seus próprios interesses, esquecendo-se de si mesmos e buscando o bem-estar de todos. Então eu apelo: mas se os "especialistas" apontam para esta realidade, pergunto: não foi isso que Jesus anunciou aos homens como o mandamento principal?  Mais uma vez repito a grande descoberta do mundo moderno: "A democracia só funciona plenamente quando seus atores renunciarem seus próprios interesses, esquecendo-se de si mesmos e buscando o bem-estar de todos". Ora bolas: não foi isso também ensinado pelos filósofos da Grécia antiga? Não foi na Roma dos césares que brotou a ideia democrática do direito e justiça?
Conclusão
O mundo moderno com seu relativismo está completamente perdido e sem rumo. E procura, na escuridão das ideias, redescobrir caminhos... E acaba caindo em cima — de cheio — da verdade  de sempre. Cai a toda hora sobre a "pedra rejeitada" e que se tornou a "pedra de tropeço". Quem não prestar atenção a Ela será destruído, despedaçado, calcado aos pés.


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