Loir Carlos da Costa |
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O avançar da idade do ser humano é acompanhado de uma tendência a um declínio do gasto energético médio diário à custa de uma menor atividade física. Isso decorre basicamente de fatores comportamentais e sociais, como o aumento dos compromissos estudantis e/ou profissionais.
Assim como nos adultos, nas crianças alguns desses fatores contribuem para um estilo de vida menos ativo. A disponibilidade de tecnologia, o aumento da insegurança e a progressiva redução dos espaços livres nos centros urbanos reduzem as oportunidades de lazer e de uma vida fisicamente ativa, favorecendo atividades sedentárias, tais como: assistir televisão, jogar videogames e utilizar computadores, aumentando os índices de obesidade infantil.
Atualmente existem estudos que comprovam a associação entre sedentarismo e hábitos inadequados que levam as crianças a se tornarem adultos obesos.
Uma pesquisa britânica publicada na revista Pediatrics afirma que a obesidade infantil pode estar determinada antes dos cinco anos de idade. O estudo acompanhou 233 crianças desde o nascimento até a puberdade, sendo que o peso das crianças ao nascer permanece semelhante aos níveis de 25 anos atrás, “mas elas se tornam mais gordas até a puberdade, em comparação com as crianças da mesma idade nos anos 80”. Segundo o coordenador da pesquisa, professor Terry Wilkin, da Peninsula Medical School, na Inglaterra.
Um estudo recente no Brasil, sob a coordenação do pediatra Mauro Fisberg, professor da Universidade de São Paulo (Unifesp), constatou que as crianças brasileiras estão ingerindo muito mais calorias. Entre 2 a 5 anos de idade, 22% apresentam sobrepeso, sendo que 6% já estão obesas, superando o índice de sobrepeso dos Estados Unidos, que é de 10%, e se continuar neste ritmo, logo irá superar o maior índice de obesidade infantil do mundo que pertence aos americanos.
Outro dado alarmante é que os índices de sobrepeso e obesidade infantil no Brasil são, hoje, sete vezes mais altos dos que registrados nos anos 70 e, com isso, surgem com mais frequência casos de hipertensão, diabetes e colesterol elevado nas crianças.
Em contrapartida desses dados, vários estudos com crianças e adolescentes têm demonstrado o benefício da atividade física no estímulo ao crescimento e desenvolvimento, prevenção da obesidade, incremento da massa óssea, aumento da sensibilidade à insulina, melhora do perfil lipídico, diminuição da pressão arterial, desenvolvimento da socialização e da capacidade de trabalhar em equipe, além de produzir efeitos benéficos a longo prazo relacionados ao aparelho locomotor.
Loir Carlos da Costa - Especialista em Fisiologia do Exercício pela UFPR, também Especialista em Ciência e
Medicina do Esporte - UFPR. Graduado em Educação Física pela Unics.
Personal trainer em Jaraguá do Sul/SC – CREF 9717 G/SC.
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