Fifa aceita a mentira Mentira significa fazer aquilo que não é, ser. O oposto da verdade. O relativismo. Este artigo tem como finalidade mostrar que, em todos os sentidos da vida, a verdade é fato absoluto, objetivo e imutável. Até no futebol, na política, na filosofia, em qualquer circunstância, esta prova é evidente e categórica. A Copa do Mundo, como esporte das multidões e das nações, tem entre seus objetivos a finalidade de integrar os povos, promover o turismo e a paz, servindo ao mesmo tempo de diversão e lazer. No fundo, a Copa do Mundo quer ser uma saudável disputa em substituição à guerra. As hipóteses são defendidas pela Fifa (Fédération Internationale de Footbal Association), a poderosa organização internacional que comanda este esporte. Mas, e se as decisões, neste esporte, como em tantos outros, se apoia na mentira, na incerteza, no improvável ou naquilo que não é real? * Vejamos: a equipe "A" está atacando e a defesa da equipe "B" sofre um gol. O "gol" tornou-se um fato, um acontecimento. Tornou-se objetivo, real, portanto, uma verdade! Mas quando todos iniciam a comemoração do gol, o bandeirinha levanta seu instrumento de trabalho. Decepção geral. O juiz aponta para ele... E anula o fato! A nova ordem se coloca tendo em vista a transgressão de uma norma, uma regra, uma lei do futebol: "jogador em impedimento será punido com anulação da jogada". Segundo a regra, o que prosseguiu assim que houve o "impedimento" não existe mais... E não vale. Significa: o fato não aconteceu. Muito bem! Mas o ocorrido é verdade? Quer dizer: o impedimento, de fato, foi um acontecimento? * Não importa a regra, a lei, o acordo, o erro, o acerto... Importa saber se o "fato" — o gol — foi verdadeiro ou não. Em caso afirmativo, a jogada tornou-se fato real, objetivo, verdadeiro, imutável... Mas a ação do bandeirinha e do juiz declarou o "fato inexistente". Por muitas circunstâncias o homem, nas suas decisões, pode errar, intencionalmente ou não. Mas o que importa é saber se o gol em questão foi "fato" ou não. E isso depende de se saber, com clareza, segundo a norma do jogo, se o atleta goleador estava ou não impedido. Isto definirá se a jogada foi legítima ou falsa. Instantes depois, todos nós sabemos se esta decisão foi verdade ou mentira. * A televisão é um bem inventado pelo homem. Um instrumento de comunicação, por imagem e som, e pode ser usado para tais fins, uma vez que mostra, em gravação de imagem, o lance exato. A tecnologia à disposição do homem é um bem. Sendo um bem deve ajudar a humanidade nos seus conflitos. A Fifa, a poderosa Fifa, não aceita usar este bem, o sistema tecnológico — livre de erro — para manifestar a verdade. Ela prefere, como antigamente, continuar usando a mentira para fazer ser verdadeiro aquilo que, na origem, e segundo a lei, é falso. * Outra realidade do esporte: O campeão deve ser considerado o melhor time, a melhor equipe. Deve ser... No caso de vencer o jogo, no artifício da mentira, não é o melhor! Fica chato, feio, horrível, considerar alguém ser o melhor quando não é! Caso da França, que se classificou para a Copa do Mundo com um gol feito com a mão... Comprovadinho! Fora da regra, da lei e da verdade. A poderosa Fifa aceitou... Uma covardia! No caso da França, a verdade foi restabelecida imediatamente pela tecnologia televisiva. Mas... * Considerando o fato, a França foi para a Copa do Mundo por uma injustiça, sem ser a melhor... Foi por uma mentira. Se o mundo, se os homens, se a Fifa, se todos nós não tivéssemos condições de chegarmos ao veredicto de forma cabal e indiscutível, como era antigamente, então tudo bem, era aceitável... No entanto, hoje, uma nação ou uma equipe pode ser proclamada campeã do mundo por força da mentira, da enganação, do trambique, intencional ou não, por incompetência ou não, porque "certos homens" preferem não ver... Onde o dinheiro está acima do direito e da verdade, a justiça desaparece. Neste caso, todos os demais valores também desaparecem.