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Renata F. Pagnoncelli
 
Estou na China.

5 de setembro de 2009

A China vai surpreender o mundo ainda mais

Não é preciso estar na China para perceber, através dos meios de comunicação, que este país é atualmente uma das economias que mais crescem no mundo. Nem é preciso pesquisar muito para descobrir que a média de crescimento econômico da China, nos últimos anos, é de quase 10%. Uma taxa superior a das maiores economias mundiais, inclusive a do Brasil. Mas, morando neste país, esses dados saltam aos olhos!
O contraste entre pobreza e riqueza diminui ao passar dos anos. Na China é evidente os investimentos em infra-estrutura com a construção de rodovias, ferrovias, aeroportos, cidades e prédios públicos. Um exemplo destes contrastes pode ser a construção, praticamente braçal, da hidrelétrica de Três Gargantas, a maior do mundo, superando a nossa Itaipu, que gera energia para as indústrias e habitantes.
Ainda são tantas as pessoas desempregadas que muitos homens podem substituir um trator, uma escavadeira, um burro de carga. Pode-se dizer, ironicamente, que a mão-de-obra é tão barata que, às vezes, nem compensa comprar um trator.
Voltando a falar da riqueza monetária, o Produto Interno Bruto (PIB) da China é invejado pelas nações mais desenvolvidas. Atingiu 2,2 trilhões de dólares em 2006, promovendo rapidamente este país a quarta maior economia do mundo. A economia chinesa representa atualmente 13% da economia mundial e está se ajustando tão bem ao mundo globalizado que, em breve, deve surpreender ainda mais.
A China está aprendendo com seus erros. O mercado internacional ainda exita, sente-se inseguro na hora de procurar indústrias chinesas para a confecção de muitos produtos. Pelos mais variados motivos, falta de qualidade, de comunicação, de engenharia, de confiança, de garantias, enfim, falta de uma gama de motivos.
Os investimentos do governo comunista chinês também atingem a área da educação, principalmente na formação técnica. Que, em breve, deve transformar os profissionais ainda duvidosos das indústrias chinesas em grandes concorrentes dos trabalhadores inquestionáveis das indústrias japonesas.
Atualmente não há como comparar um produtos eletrônico, por exemplo, da China e outro do Japão. O primeiro é muito mais barato, mas o segundo ainda tem mais qualidade. Logo isso deve acabar. E a China vai conseguir oferecer o que o consumidor quer: qualidade e bom preço. O famoso “bbb” – bom, bonito e barato. Os chineses ainda possuem um longo caminho de aprendizado pela frente, mas eles aprendem bem rápido.


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