Ponto G |
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CRISTIANE SABADIN |
| Muita gente não vive sem chocolate, sem vinho, sem cerveja, sem pizza, sem cigarro, sem sexo. Quase todo mundo tem um vício, uma mania: viver sem determinada coisa se torna praticamente num martírio. Nos últimos tempos, é raro encontrar quem não seja viciado em internet. Até recentemente, no Brasil, o acesso à rede era restrito a professores, estudantes e funcionários de universidades e instituições de pesquisa. Aos poucos a internet foi chegando a empresas privadas e governamentais, e a partir da década de 90 o "boom" da rede social começou a virar febre. Lembro-me bem: na 7ª série do Colégio Nossa Senhora da Glória, os alunos tinham aula de datilografia. Era uma obrigação. E, em casa, o objeto de desejo era uma máquina de escrever. Se tínhamos o azar de errar, a única solução era colocar outra folha A4 no lugar e começar tudo de novo. E aquilo, naquela época, era supertecnológico. Hoje, felizmente, temos a internet. Os computadores estão cada vez mais modernos e para escrever esse texto (este mesmo), não precisei corrigir os erros desperdiçando várias folhas de papel — ah, que coisa boa essa modernidade toda! Mas por outro lado, a internet passou a ser uma forma de prisão, uma dependência grave. Crianças (quase bebês recém-nascidos), adolescentes, jovens, adultos, velhos (e muito velhos!) vivem grudados na rede 24 horas por dia. Não vou condenar aqui a NET, até porque tivemos esta semana uma experiência de como a mesma faz falta. Uma falha em uma fibra óptica do provedor nos deixou reféns aqui na Redação. Sem internet ficamos praticamente fora do mundo: não conseguíamos enviar e-mails, nem receber; alguns computadores tinham acesso aos principais sites de notícias do país, mas eu fiquei longe de tudo: só acessava o amigo "Google". Durante uma semana tendo contato com uma internet "meia-boca" é que percebemos o quanto somos mesmo reféns do mundo virtual. Há pessoas que fazem tudo pela NET, inclusive sexo — sério. Dia desses um casal de adolescentes colocou cenas eróticas via twitter (na twitcan), para todo mundo ver. Aquele Serginho do BBB arranjou um namorado bonitão e também se expôs na rede. Engraçado isso. Há quem hoje esteja utilizando a NET para levar a vida: como uma vida real. Esquece que as pessoas ainda têm telefone, endereço, residência fixa... há coisas que a internet não substitui. Um dos pecados do mundo virtual é o mero engano que a rede nos traz. Há quem acredite que realmente tenha um milhão de amigos, tudo graças ao orkut. Há também quem se sinta admirado pelo número de seguidores no twitter. Coisa estranha: antes, na escola, a gente que tinha lá, jogando alto, uns quatro ou cinco amigos inseparáveis, agora tem centenas, milhares. Hoje você pode desejar feliz aniversário a quem nunca sequer deu um singelo "oi" na vida. Coisas da rede social. O problema em si não é a internet, longe disso. Somos nós, simples mortais, que fazemos dela nosso meio de comunicação mais atuante (um erro). O mundo não tem mais fronteiras, realmente. Dá pra saber tudo que uma pessoa faz, até se ela foi ao banheiro, se por acaso a seguirmos pelo twitter — uma espécie de BBB virtual. Somos todos dependentes: tanto quem conta que vai ao banheiro e quem lê que tal pessoa foi ao banheiro (parece piada, mas chegamos a esse ponto). E poucos apenas se salvam. Conseguem viver uma vida absolutamente real em meio a tantos devaneios que a NET nos faz engolir dia a dia. A questão é que nas redes sociais, o imediatismo da internet e a falsa sensação de proximidade engana facilmente. Amar pelo MSN, pelo orkut, twitter, skype é relativamente fácil e simples. O difícil é manter os sentimentos no lugar na vida real, no dia após o outro. Confesso: ficar sem NET por uns dias fez até bem à saúde: @_a vida como ela é, #sem photoshop, coisa e tal... estou off line. |
| Uma notícia muito bem-humorada foi publicada pelo jornal Folha de São Paulo, no caderno Ilustrada, do dia 5 de setembro: "Ninguém propôs ainda essa pesquisa, mas bem que seria interessante: o brasileiro prefere saber quem quebrou o sigilo fiscal da filha de Serra ou qual é o segredo de Gerson, personagem de Marcello Antony em Passione?". Mais um escândalo político não dá audiência. Tanto é verdade, que quem gosta de novela, como eu, quer mesmo saber o que deixa o Gerson tão nervosinho em frente ao computador. Muitos vícios já foram falados: viciado em vídeos macabros, cenas de sexo com animais, pedofilia (que já foi descartado pelo autor), sexo com cadáveres, ou até mesmo tem que diga que ele é estuprador e filma seus próprios crimes. Sei lá o que tem o Gerson, mas que essa sacada da novela foi boa para subir a audiência, foi. O clima esquentou ainda mais depois que Diana, a personagem de Carolina Dieckmann, descobre o que o marido vê na internet. Ela o chamou de doente, e ainda disse que tem nojo dele. E aí, algum palpite para o caso do Gerson? Felizmente, como tudo na vida tem dois lados, há quem utilize o mistério do personagem pra fazer piada. Segundo a reportagem da Folha, no YouTube há uma versão da cena em que Diana o flagra, feita pelo blog Las Bibas Vizcaya. Diana descobre que o marido é travesti e vê Teletubbies na internet, o encara e diz: "Gerson, que babado é esse!". Outra piada diz que ele é acusado de ver clipes da banda Restart, Calypso e de Justin Bieber. Brincadeiras a parte, a polêmica do personagem serve para trazer à tona os vícios de muita gente por ai, e melhor: saber que alguns são doentios e precisam de tratamento. |
| Leia e texto enviado pro Jornal de Beltrão pela ONG Arca de Noé e tire sua conclusão sobre o assunto. Apesar da origem norte-americana, até mesmo por lá esta prática não tem sido considerada cultural, havendo, inclusive, cerca de 15 cidades que já proíbem essas práticas em seu território, entre elas Fort Wayne (Indiana) e Pasadena (Califórnia). Aqui no Brasil, diferentemente do que dito por muitos, a prática do rodeio nada tem de cultural, tratando-se de uma cópia do modelo norte-americano. Os animais utilizados nas práticas de rodeios sofrem flagrantes maus-tratos, podendo-se rebater facilmente qualquer argumentação contrária, tendo-se em vista que existem diversos laudos oficiais atestando o sofrimento e maus-tratos aos animais utilizados em variadas práticas, destacando-se os laudos emitidos pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e do Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro (laudos disponíveis em: www.arcadenoefb.org.br) Na realidade, os rodeios não são nada mais do que uma exibição manipulada do domínio humano sobre os animais, mal disfarçado de "entretenimento". O que começou no final do século XIX como um concurso de habilidades entre cowboys se transformou num show motivado por ganância e lucro. Os eventos padrão de um rodeio incluem laçar um bezerro, corpo a corpo com um novilho, montar um cavalo e um touro sem arreios, selar um potro chucro e ordenhar uma vaca selvagem. Os animais usados nos rodeios são artistas prisioneiros, a maioria dócil, mas compreensivamente desconfiados dos seres humanos devido ao tratamento áspero que receberam. Muitos desses animais não são agressivos por natureza; eles são fisicamente forçados a demonstrar um comportamento selvagem para fazer os cowboys parecerem corajosos. Mas será que para se divertir as pessoas precisam mesmo usar os animais? Será que precisamos ir a rodeios sendo que estes são umas das formas mais cruéis e covardes de “diversão”. Sua covardia é tanta que há cada vez mais pessoas que “torcem pelo touro”. No meio de tanta tecnologia e opções de diversão, talvez seja preciso olhar por um outro ângulo para os bichos. Eles são seres que podem beneficiar e muito os humanos, tanto que a relação homem – animal avançou e os transformou em “membros” da família. Também não podemos esquecer que foram as pessoas que invadiram o território deles e transformaram seu modo de vida. Utilizá-los apenas para arrancar gritos de um público faminto por lazer, não deve ser uma maneira certa de recompensá-los, não que isso seja preciso. Afinal, o ser humano é capaz de se divertir sozinho, sem sofrimento, sem polêmica, nem aplausos. Aliás, pesquisas e estudos recentes demonstram que os jovens e o grande público não vão aos rodeios por causa das provas em que os animais são covardemente abusados, mas sim em razão dos shows e apresentações artísticas, além da oportunidade de encontro entre as pessoas (paqueras etc.). Em razão disso, em várias cidades do mundo, os animais deixaram de participar desses eventos que, atualmente, contam com shows musicais e culturais – e sem a participação e o sofrimento dos animais, esses eventos recebem um público muito maior, já que as pessoas que enxergam e sabem o que realmente acontece com os animais passam a ir aos shows onde animais não são usados e cruelmente abusados. No Brasil diversos municípios já aprovaram leis que proíbem a realização deste tipo de evento, como os municípios de São Paulo-SP, Socoracaba-SP, Araraquara-SP, Guarulhos-SP e Rio de Janeiro-RJ, além de muitas outras cidades brasileiras onde o rodeio foi proibido por decisões judiciais como Ribeirão Preto, Ribeirão Bonito, Itu, São Pedro, Bauru, Arealva, Avaí, Itupeva, Cabreuva, Américo Brasiliense, Rincão, Santa Lúcia, Boa Esperança do Sul, Cravinhos. Recomenda-se às pessoas civilizadas e conscientes dos avanços da humanidade (incluindo a compaixão e respeito pelas outras formas de vida) que aprofundem seus conhecimentos sobre o tema a fim de tentar resgatar a verdade e mostrar ao povo quais são realmente os interesses obscuros por trás dessa covarde, ignóbil e inconstitucional prática. Certamente, a população mais informada e formada é favorável ao respeito e compaixão pelos seres vivos e adere ao movimento da ética mundial, que exige respeito e consideração para com as outras formas de vida, excluídas as práticas covardes e aéticas que utilizam animais para o “entretenimento” e a efetiva crueldade, já abolidas em vários países desenvolvidos. Todos nós temos o direito à cultura (sustentado por valores que não atentam contra a humanidade), mas isso não legitima e nem justifica a barbaridade e a covardia de forçar os animais a terem um comportamento totalmente artificial, induzido pela violência com que o homem abusa desses seres menos inteligentes e que não conseguem se defender de tamanha ignorância e crueldade! Sentir prazer e diversão com o sofrimento de um animal é a demonstração pura do egoísmo e da indiferença sentimental da humana e sua pseudo-superioridade sobre os animais. Texto disponibilizado pela ONG de Proteção Animal - Arca de Noé, de Francisco Beltrão. Para saber mais sobre nosso trabalho acesse: www.arcadenoefb.org.br Fonte: www.institutocahon.org, www.odeiorodeio.com, www.itu.com.br E você, é contra ou a favor do entretenimento com animais? |
| A propaganda eleitoral gratuita começou faz algumas semanas na televisão, rádio e internet. E não adianta negar: os meios de comunicação mexem com a vida das pessoas. Tem quem deteste horário político na TV, tem quem goste. Alguns mais incrédulos dizem que é sempre a mesma história: só mudam os personagens (e nem sempre, porque há também as carinhas carimbadas). Para quem está no time dos que odeiam o horário dos políticos, o jeito é usar a criatividade para passar o tempo. Sei que pode não ter nada a ver, mas você pode inovar e usar o período do horário eleitoral para fazer média com seu parceiro. Dá pra ir a um bom restaurante, bolar uma noite pra lá de romântica. Olha que legal. Dá tempo de fazer tudo isso antes da novela começar (risos). Quando o casal não tem filhos fica mais fácil usar o tempinho livre do horário político para fazer amor, naquele clima de "sexo selvagem" meio fora de hora — lembrando que sexo não tem hora, nem lugar: basta que você tenha um companheiro. Mas mesmo o casal com filhos pode inovar. Que tal levar as crianças para passarem horas agradáveis na casa da vovó? Você pode enganar facilmente os velhos dizendo que você e o maridão pretendem acompanhar com mais calma o horário eleitoral gratuito na TV. Sem a gritaria das crianças no meio da sala, e com a paz reinando no lar, fica mais fácil entender as propostas dos candidatos. Pode ser que a vovó não acredite, mas vale a intenção. Caso você tenha uma relação bem aberta, diga a verdade: "preciso de horas de prazer, e este é o único tempo que me sobra para fazer sexo". Dilemas e mais dilemas da vida corrida que a gente leva — claro, com uma dose de exagero. Aliás, alguns de nós, simples mortais, ainda podemos nos dar ao luxo e usar esse tempinho diário pra "discutir a relação". E os políticos? Como será a vida sexual deles nessa época eleitoral? Acredito que os cônjuges dos candidatos merecem, no mínimo, muito valor, porque deve ser mesmo muito difícil ficar em segundo plano durante meses — ou até anos, levando-se em conta que há campanhas eleitorais que começam muito antes do processo todo. As mulheres dos políticos são verdadeiras santas, porque ficam longe dos maridos durante a empreitada e, mesmo assim, precisam ser aquele porto seguro quando eles voltam pra casa. É como mulher de jogador de futebol, de médico, de músico: você é praticamente obrigada a dividir o companheiro, e tem que fazer isso no maior estilo, sem cara feia. Tarefa complicada essa, mas necessária. No caso dos políticos, no período em que a campanha eleitoral se intensifica, a atenção deve ser toda para eles: os eleitores. Por isso, valorizo muito quem fica nos bastidores, dando apoio, suportando a saudade e sofrendo com a falta de "sexo e amor". O texto é apenas uma brincadeira para tratar de um assunto sério: vivemos correndo atrás de sucesso, de reconhecimento e, sem querer, deixamos de lado coisas fundamentais. Se algum casal chegar ao ponto de correr para fazer sexo no meio do horário eleitoral a coisa está preta, mas ainda há salvação. Mas pelo menos a TV não ficará ligada sem serventia; a conta de luz agradece e o sexo também. |
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