Criança e teatro: tudo a ver
Atualizado em: 20/04/2012 - 09:00
O que aconteceu na manhã de ontem na Escola Municipal Recanto Feliz-Caic, na Cidade Norte, não ocorre todos os dias, mas deveria. Alunos, professores, direção e autoridades (e por sorte eu estava lá, porque sou jornalista e fui fazer a cobertura do evento) tiveram a oportunidade de curtir um show de arte e educação. Já era fã assumida do ator Marco Aurélio Fraporti, porém, confesso: cada vez ele me surpreende com seu talento inato. Parabéns ao prefeito e aos secretários de Educação, Meio Ambiente e Saúde, que estão diretamente envolvidos no projeto “Chiquinho Beltrão”.
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A peça, um monólogo infantil (com o Marco!), conquista pela simplicidade. Sem cenário elaborado, nem figurino requintado, a peça se vale pela mensagem que deixa. No teatro, Chiquinho é o filho de Francisco Gutierrez Beltrão, e é ele mesmo que, depois de crescido, já jovem, vem conhecer o município para o qual seu pai empresta o nome. Marco consegue fazer a criançada rir e gargalhar às vezes. Os adultos, por alguns minutos, voltam à infância e se permitem emocionar com as pequenas coisas que valem muito. O teatro é uma ferramenta essencial no desenvolvimento intelectual e emocional desses pequenos beltronenses e, felizmente, a administração tem percebido tal importância. Tanto é verdade que não vou me referir aqui apenas ao Chiquinho Beltrão, que começou ontem e ainda vai passar por todas as escolas municipais.
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Aplausos também ao “Mergulho Cultural”, que desde segunda-feira leva centenas de crianças ao auditório do Espaço da Arte. Aliás, um adendo: agora sim um verdadeiro “espaço para receber a arte”. Demorou, mas o local ganhou reforma, pintura, decoração, iluminação e som de teatro. Parabéns ao Departamento de Cultura.
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Vale para a Unioeste copiar a iniciativa e investir na reforma do auditório da universidade — um espaço que eu muito utilizei no passado, quando me via nos palcos, dançando balé. Sim, já fui bailarina.
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Aulas diferentes. A criançada merece ter cultura ao alcance. E foi bonito ver tantos meninos e meninas, alguns bem pequeninhos, sentados nas poltronas do Espaço da Arte com os olhinhos vidrados. Eles aprendem a ser amantes da arte sem mesmo se dar conta. Sem falar na educação. Tanto na “Viagem de Niki” (com a turma da Théspis) quanto em “Chiquinho Beltrão”, a mensagem é bem simples de entender: lugar de lixo é no lixo. Criança é esperta e sabe que a culpa da enchente, do bueiro entupido, da epidemia do mosquito da dengue, da sujeira nas ruas é de todos nós. E somos nós que vamos resolver.
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O bom dessa criançada é que ela entende o recado, cobra dos pais e quer ver resultados. Criança é sincera. Deu pra notar naquela plateia de pequenos cidadãos uma nação em total evolução. Eu fiquei emocionada.


Como ficou interessante a matéria sobre o mergulho cultural, vários pais leram e ligaram falando que gostaram muito. Acredito que muitas escolas fazem trabalhos semelhantes ao nosso, mas divulgam pouco. bjos
Concordo com você Cris. As crianças merecem ter cultura, e o teatro é uma das suas formas mais expressivas. O meu filho Enzo voltou do teatro todo entusiasmado, e a sua profe Ju contou que ele curtiu muito a apresentação. Torço para que o Departamento de Cultura traga mais apresentações e ao alcance de todos.