O espião que sabia demais

Atualizado em: 22/02/2012 - 12:09

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Por Marcos Staskoviak

Esse filme não entrou na lista dos nove mais do Oscar 2012. Muito piazão, cuja profissão é ver filme o dia inteiro, xingou muito no “tuiter” porque “O espeião que sabia demais” não foi indicado para concorrer ao boneco de melhor filme. Sei lá porque a lista tem nove concorrentes. Devem achar o número bonito, redondo. Ano passado tinha dez pra colocar mais produções, agradar mais gente, pá e tal. Agora, com um a menos, uns filmes que não estouraram na bilheteria e muitos de histórias baseadas na relação pais e filhos.

Outra coisa que não entendo é o porquê que a maioria dos filmes que concorre ao título principal só estreiam poucos meses antes da premiação. Os bons só saem do forno no final do ano ou escolhem só nessa época, e já esqueceram dos outros? Dos principais nomes somente “A árvore da vida” e “Meia noite em Paris” estão par aí há algum tempo. O primeiro é diferente demais pra ganhar e o segundo é de Woody Allen, que não dá a menor pelota ao Oscar. Certa vez, ao ser indicado, ele disse não saber o tinha feito de errado pra isso acontecer.

Bom, voltando ao filme europeu, participante de três categorias: Melhor ator, melhor roteiro adaptado e melhor trilha sonora. Gary Oldman recebeu muitos elogios pelo seu trabalho e embora seja difícil a concorrência com George Clooney, Brad Pitt e Jean Dujardin — todos cotados —, vou torcer por ele. Merece pelo conjunto da obra. Fez muita tranqueira, mas muito mais filmes bons, sempre em papéis secundários, mas muito bem representados.

A história em si já é legal, um suspense de agente secreto na Inglaterra dos anos 70, durante a Guerra Fria. A alta cúpula do governo tem certeza que numa agência de agentes secretos — que não é o MI de 007 — tem um traira trabalhando para os comunas e bota um velho “servidor público” para encontrar o cagueta. A história ficou famosa por muito bem escrita e rebuscada nos detalhes, assim como na economia de falas dos personagens. A falta de informações verbais deve aguçar os sentidos do espectador para as informações visuais e as entrelinhas. Não é filme de menino órfão.

O espião que sabia demais
(Tinker Tailor Soldier Spy)
Reino Unido/França/Alemanha – 2011

Diretor: Tomas Alfredson
Produção: Tim Bevan
Roteiro: Bridget O'Connor, Peter Straughan, John Le Carré (romance)
Elenco: Gary Oldman, Mark Strong, Colin Firth, Tom Hardy, John Hurt, Stephen Graham, Roger Lloyd-Pack, David Dencik, Kathy Burke, Toby Jones, Benedict Cumberbatch e Ciarán Hinds
Fotografia: Hoyte Van Hoytema
Música: Alberto Iglesias
Duração: 127 minutos
Classificação: 14 anos

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Comentários




  • 23/02/2012 - 13:41 - davi

    Onde aprendeu a escrever assim meu caro, na fadep rsrsrs, matando o "portuga", fala sério, bom, só poderia ser no km 56!!!