O barulho dos jovens – Algazarra ou reivindicação por um espaço?
Atualizado em: 22/02/2012 - 11:19
Nos últimos dias, acompanhamos pelos jornais e noticiários o incômodo aos moradores da Avenida Júlio Assis Cavalheiro, no bairro Industrial. Devido à grande polêmica que este assunto causou, resolvi falar um pouco sobre como a Arquitetura poderia ajudar nessa história toda.
Todo tipo de barulho atrapalha, pode ser uma obra em construção, festas ou até o ir e vir de um ônibus, tudo isso incomoda muito. Para viver em uma grande cidade, é necessário conviver com todo esse tipo de ruído. Porém, o incômodo em questão não é nada disso, o problema que os moradores estão enfrentando é a algazarra. Está faltando bom senso e responsabilidade para os jovens que frequentam a avenida nos finais de semana. Mas por outro lado vejo que essas pessoas estão carentes de lugares para frequentar.
Francisco Beltrão já pode ser considerada uma cidade universitária. E o que será feito com todos esses estudantes nos finais de semana?
Nossa cidade precisa de novos ambientes, eventos, festividades, música, lazer. Algo para ocupar as noites dos jovens beltronenses. Cada vez mais a cidade cresce devido ao número de faculdades. Precisamos de um resgate cultural, e com essas intervenções quem ganha é o povo. A valorização dos espaços é essencial para que a cidade cresça culturalmente. Com esse pensamento, poderemos ter ambientes culturais em nossa região e trazer esse público que fica pelas ruas para dentro dos eventos. O trabalho feito por profissionais de forma adequada transforma edificações existentes em espaços acolhedores e de bom uso. Isso tudo também poderá acontecer em lugares ao ar livre, como parques e praças, locais estratégicos onde o barulho não será um problema.
Os jovens precisam de novos ares e locais de custo mais acessível para conviver e encontrar seus amigos. Faltam eventos com esse propósito. Por esse motivo devemos pensar em ambientes para atrair as pessoas, para que estas possam começar a viver novas experiências e conhecer um pouco mais da vida, sem atrapalhar ninguém.

