Ainda sobre o curso de Medicina...
Atualizado em: 26/01/2012 - 18:56
Por sorte, acompanho — como repórter e analista político — a questão do curso de Medicina para o campus da Unioeste de Francisco Beltrão desde o começo.
E sempre achei que existe um imenso espaço político para todas as forças aparecerem. E mais: a população agradeceria essa união.
No sábado, o deputado federal Nelson Meurer (PP), da base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT), reclamou que a ministra Gleisi Hoffmann, da poderosa Casa Civil, deveria dar uma explicação sobre a questão: por que ela não recebeu os deputados? Por que não disse (ou que mandasse dizer) preliminarmente que a emenda de bancada não passaria? Por quê?
A assessoria da ministra emitiu uma notinha bem simplesinha (publicada no Jornal de Beltrão desta quinta-feira), excluindo a política e separando as funções entre deputados e suas emendas, e as tarefas da pasta, etc.
Mas o questionamento de Meurer, ora, foi exatamente sobre a ausência de política de Brasília no processo. Essa "tirada de corpo" da Casa Civil aos 45 do segundo tempo é que foi questionada pelo deputado.
Isso a nota da assessoria da Casa Civil não respondeu.
Eu sei, a aprovação do curso de Medicina não estava vinculada à emenda de bancada. Esta seria um bônus à luta. E, malandramente falando: a chance política do PT (leia-se Gleisi Hoffmann) carimbar seu 13 nessa luta importante para o Sudoeste.
Com a escorregada política da Casa Civil, o PT acabou prejudicado. O curso de Medicina entra no imaginário popular como obra exclusiva do governador Beto Richa (PSDB).

