A Amsop poderia ter um jornalista
Atualizado em: 15/05/2013 - 07:12
A Amsop poderia, e deveria, ter um jornalista fixo — como tem o Samu, com a profissional Daiana Pasquim. A Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná é uma das principais forças políticas da região, reúne importantes dados sobre o Sudoeste e tem uma agenda de contatos em Curitiba e Brasília que merecem atenção e divulgação. Por que então não contratar um jornalista? Talvez o motivo seja financeiro. Não deve ser fácil convencer todos os prefeitos dessa necessidade, até porque muitos deles, em pleno século 21, no turbilhão da revolução tecnológica, não percebem a importância da informação. * Ou talvez o motivo seja um certo constrangimento: receio de propor a necessidade de um jornalista porque isto poderia parecer propaganda pessoal do presidente. * Seja que motivo for, acho que um dia esse desafio terá que ser colocado, enfrentado e superado. Assessoria de imprensa profissionalizada é de grande importância — para a Amsop, para o Samu, para a Cacispar e para ...
PSD dilmista e betista
Atualizado em: 11/05/2013 - 07:32
Os sites de política fizeram questão de lembrar, nesta semana, algumas declarações de Guilherme Afif Domingos sobre o PT. Chamava o governo de Lula de "uma bagunça" e dizia que a presidente Dilma Rousseff não teria "biografia" para comandar o país. É até divertido ver agora ele elogiar a presidente — evidentemente que, agora, com biografia! No mundo político isto é bem comum, os adversários de ontem viram aliados de hoje. O contrário também acontece; aliados de hoje podem se transformar em adversários amanhã. O caso do PT nacional é bem emblemático: a frente popular de 1989 e 1994 não venceu. A aliança com o populismo brizolista, em 1998, também não. O caminho para a vitória foi, então, se aliar com o liberalismo. José Alencar de vice garantiu a eleição de 2002 e Henrique Meirelles no Banco Central, a governabilidade. O fato do PT virar um partido de escândalos não tem nada a ver com essa estratégia ...
PSD já está com Dilma para 2014
Atualizado em: 09/05/2013 - 07:54
O PSD nasceu em 2011, com a liderança do então prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, que, sem espaço no DEM, resolveu articular (ou rearticular, porque o PSD existiu até os anos 60; era a legenda do presidente Juscelino Kubistschek) um partido para chamar de seu. Muita gente abandonou o DEM. Todos, em princípio, oposicionistas ao projeto do PT. Especulava-se, há dois anos, que essa nova armação seria para, futuramente, se fundir ao PSB e dar mais musculatura à candidatura de Eduardo Campos a presidente. Mas a política tem um dinamismo que muitas vezes irrita. Adversários até outro dia, de repente viram aliados. A presença do vice-governador de SP, Afif Domingos, no ministério de Dilma Rousseff (PT) indica claramente que o tempo do PSD estará na coligação petista — e a oposição cada vez mais desidratada.
Se alguém do PSD não quiser apoiar o PT em 2014, que saia do partido agora e vá para a Rede de Marina Silva ou o MD ...
Chiques e contemporâneos
Atualizado em: 08/05/2013 - 07:02
O jornalista Leandro Narloch já provou, em livro — Guia politicamente incorreto do Brasil —, que os movimentos guerrilheiros que atuaram no país nos anos 60 e 70 não queriam democracia. Queriam a sua ditadura, todos os documentos de VAR-Palmares, Polop, PCBR, MR-8 etc., falavam contra o imperialismo e a favor da "ditadura do proletariado" — uma conhecida expressão do marxismo. Derrotados pelo golpe militar de 1964, refizeram a história e posaram como defensores da democracia liberal. E se deram muito bem, porque, com raras exceções, ganharam muita grana para a própria conta bancária. * As exceções, para quem não sabe, são os intelectuais Fernando Gabeira e César Benjamin. Eles jamais foram pedir indenização ao Estado brasileiro porque têm consciência de que estavam numa luta política por livre vontade. A rigor, sabiam dos riscos, inclusive o de morrer. Talvez existam outros mais, mas sei apenas de Gabeira, que foi deputado federal e é jornalista e escritor, e Benjamin, jornalista, cientista político e membro da ...
No Paraná, PMDB tende a apoiar o PT
Atualizado em: 06/05/2013 - 16:47
Não sei se o senador Roberto Requião terá vontade de concorrer ao governo em 2014. A rigor, ele não tem nada a perder: com o mandato de senador garantido até 2018, pode se arriscar no ano que vem. Se for candidato, será melhor para o PT do que para o PSDB. Ou, em outros termos: PT e PMDB estarão juntos contra o PSDB em quaisquer circunstâncias, no primeiro ou no segundo turno. No primeiro, se o PMDB for vice de Gleisi Hoffmann — o nome petista na disputa. E no segundo, apoiando Gleisi contra o governador Beto Richa. Na minha opinião, a disputa é Beto x Gleisi. Não vejo o veterano Requião com pique para chegar ao segundo turno. E considero impossível o candidato do PMDB, havendo candidato, não ser Requião. O ex-governador Orlando Pessuti, se fosse para ser, teria que ter sido em 2010, quando estava sentado na cadeira de governador. * Não sei se Beto Richa nutre esperança de ter o PMDB na ...
Todos os partidos deveriam ter o velho P na frente
Atualizado em: 01/05/2013 - 12:14
Partido porque é uma parte da sociedade democrática. Partido político porque representa, em tese, um conjunto de princípios e metas e valores que unem pessoas com concepções semelhantes. A política, pois, é a arte de conciliar, na democracia e no estado de direito, os diferentes pensamentos e iniciativas dos partidos, respeitando maiorias e minorias, dentro de regras consensuais. O Brasil, desde a redemocratização, teve (e ainda tem) uma penca de legendas, e até bem pouco tempo atrás todas com o P inicial, designando a tradição do mundo político brasileiro. Uns de corte histórico, como Partido Trabalhista Brasileiro; outros com viés sociológico, Partido dos Trabalhadores, Partido da Social Democracia Brasileira; outros de assumida ideologia, Partido Liberal (já extinto); outros de assumido sectarismo, como Partido Verde e Partido Pátria Livre; e, claro, os que não querem dizer muita coisa, como por exemplo Partido Trabalhista Nacional. Mas pior são os de apelo religioso, explícito ou disfarçado: os cristãos disso ou daquilo e ...
Marina, a forte frágil
Atualizado em: 27/04/2013 - 07:12
Foi uma semana de "crise" entre o Congresso e o STF. Aquele, aprovando, na Comissão de Constituição e Justiça, uma emenda que, se um dia aprovada pelo plenário e sancionada pelo Executivo, acaba com a soberania do Poder Judiciário, porque toda decisão do Supremo teria de ser referendada, ou derrubada, pelo Congresso (se isto existisse, os mensaleiros estariam livres e dando muitas gargalhadas). Abre-se a possibilidade, inclusive, de plebiscitos e referendos sobre decisões do Supremo. O STF, por seu turno, defendeu a Constituição e uma jurisprudência, impedindo que avançasse a ideia do governo e de seus aliados que impediria que novas siglas pudessem ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV — como teve o PSD de Gilberto Kassab, um sujeito que era oposição até anteontem e agora é um dilmista desde pequeninho. * Na minha opinião, essa "crise" acaba na semana que vem. Ou melhor: já acabou. Na semana que vem teremos outros assuntos e os arroubos do deputado ...
Paraguai deve voltar ao Mercosul
Atualizado em: 24/04/2013 - 07:22
O Paraguai teve eleições domingo, num, ao que parece, legítimo processo democrático, consagrando aquele que era dado como favorito, Horácio Cartes, do tradicional Partido Colorado. No ano passado, todos lembramos o então presidente Fernando Lugo foi "impitimado", numa sequência tão rápida que assustou todos. Mas depois, quem leu o noticiário com calma pôde perceber que tudo foi dentro da legalidade. Se problema há — e eu acho que há, pelo curtíssimo prazo entre a denúncia e a votação —, que se mude a Constituição. Lugo, no entanto, estava politicamente desmoralizado e seu impeachment foi a culminância de uma série de erros que foram se acumulando. Afinal, um presidente que perde uma votação tão importante por 76 a 1 (nos deputados) e 39 a 4 (entre os senadores), convenhamos, não anda muito hábil na articulação política, não é mesmo? * O fato é que Lugo tem fama de esquerdista, aquele discurso populista que pode ser alinhado com o ...

