Autocrítica

Atualizado em: 07/11/2002 - 00:00

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No final de maio deste ano, dia 25, escrevi em minha coluna no Jornal de Beltrão ‘‘Minhas previsões políticas’’. Chegou o momento de fazer a autocrítica.

Antes, em destaque, o que eu escrevi, depois o comentário.
1.
Requião não será candidato a governador em 2002. Será candidato ao Senado. Ele só concorrerá ao governo se avaliar que não se elege nem para o Senado, aí apostaria num tudo ou nada, posando de herói para o partido.
Mas se tudo correr normalmente, Requião disputa o governo em 2006, com a retaguarda de um mandato de senador.

Errei feio! Requião foi mesmo, como diziam alguns peemedebistas, candidato. Não só foi como se elegeu.

2.
Álvaro será eleito governador. E no primeiro semestre de 2003 retorna ao PSDB. Se Serra for presidente, Álvaro entra no PSDB dia 2 de janeiro do ano que vem!
Errei de novo. Álvaro perdeu, mas poderá — em se tratando dele, tudo é possível — retornar ao PSDB, onde se sentirá mais à vontade em ser oposição a Lula do que no PDT.

3.
Guiomar Lopes será candidato a deputado estadual.
Acertei. Só não contava com a desistência prematura.

4.
Os eleitos do Sudoeste serão Nelson Meurer, Alceni Guerra, Luciana Rafagnin, Luiz Fernandes Litro, Ademar Traiano, Caíto Quintana e Augustinho Zucchi. Ou seja, nada de surpresas, mas se me fosse absolutamente forçoso ter de optar por um deles a ser guilhotinado pelas urnas, diria que é o veterano Caíto.
Errei e acertei. Errei em prever Caíto sem mandato, errei em não colocar Assis Couto como eleito e em pôr Alceni e Litro também com mandato. Acertei os outros.

5
. Beto Richa vai para o 2º turno. E perde para Álvaro. Padre Roque fica em 3º com uns 15% dos votos, no melhor desempenho petista de todos os tempos no Paraná.
Errei mais que acertei. Errei com Beto, que não foi para o 2º turno, ficou em 3º, com 17% dos votos (Álvaro fez 31% e Requião 26%). Acertei no ‘‘melhor desempenho do PT’’. Padre Roque ficou em 4º lugar (e não 3º), com 16% dos votos.

6.
A campanha de Lula será mais conservadora e mais despolitizada do que foi sua campanha de 98. Ele vai para o segundo turno e será derrotado por José Serra ou Ciro Gomes.

Acertei no fácil e errei na previsão. Que a campanha seria conservadora e despolitizada todo mundo sabia. Ir para o 2º turno também, mas ganhar...
Na verdade, neste item, houve uma certa malícia, um certo humor provocativo quase que imperceptível, uma têmpera irônica cobrindo seu final, como se eu dissesse: ô, petezada, nada está ganho, vamos se mexer...

7.
O PFL afunda em sua decadência. O futuro político brasileiro, independentemente de quem vence ou não a eleição presidencial, se dará em cima de três grandes grupos: pela direita PPS, PDT e PTB (absorvendo o espólio do PFL e do malufismo também decadente); pelo centro PSDB e PMDB; e pela esquerda PT.
Aqui acho que estou certo, mas para se ter isto claro deveremos prorrogar a observação até, pelo menos, 2005, depois das eleições das capitais e grandes cidades de 2004.

8.
Do ponto de vista ideológico as diferenças serão duas: os populistas e clientelistas de um lado contra os propositivos e afirmativos de outro.
Estas duas caracterizações, grosseiramente simplificadas, estarão misturadas nos três grandes grupos sugeridos no item anterior.

Aqui também acho que estou certo, mas só o tempo vai dizer.

9.
Com a chegada da bela Rita Camata pa

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